Senadora Leila, ex-jogadora de vôlei, propõe emenda para vacinar atletas olímpicos antes de Tóquio

O Globo
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Waldemir Barreto / Agência O Globo

A ex-jogadora de vôlei e senadora Leila Barros (PSB-DF) propôe uma emenda ao Projeto de Lei de Conversão (PLV) 43/2020 para garantir a vacinação das delegações e comissões técnicas brasileiras que participarão dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a partir de julho. A emenda está na pauta de votação da primeira sessão do Senado no ano de 2021, nesta quinta-feira (4).

O texto ainda prevê que as doses possam ser adquiridas por meio da iniciativa privada, buscando não prejudicar o cronograma de imunização nacional.

- Sei que existe uma corrida em busca dos imunizantes e a preocupação de que o cronograma de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) não seja comprometido. Por isso, a minha emenda permite que as doses sejam adquiridas com recursos privados, desde que o governo federal autorize. Não estamos defendendo a inclusão dos atletas em grupos prioritários para a vacinação, mas apenas a imunização em tempo hábil até a realização dos jogos - explicou Leila.

O texto do PLV 43/2020, originado a partir da Medida Provisória 1.003/2020, autoriza o Brasil a integrar o projeto Covax Facility, uma aliança internacional que pretende garantir o acesso dos países a uma vacina contra o novo coronavírus. Essa adesão tem o objetivo de “proporcionar o acesso do país a vacinas seguras e eficazes contra a Covid-19, sem prejuízo à eventual adesão futura a outros mecanismos ou à aquisição de vacinas por outras modalidades”, não obrigando o governo brasileiro a adquirir os imunizantes através do projeto.

Para a senadora, a antecipação da vacinação das delegações brasileiras terá impacto mínimo sobre o andamento da vacinação dos grupos prioritários. Estima-se que cerca de 480 atletas representarão o Brasil em Tóquio 2020, sendo 250 na Olimpíada e 230 na Paralimpíada, além dos membros das comissões técnicas dos competidores.