A senadores, Aras volta a criticar Lava-Jato: 'República não combina com heróis'

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, voltou a criticar a Operação Lava-Jato em uma audiência com senadores nesta quinta-feira, segundo relato de parlamentares ouvidos pelo GLOBO. Ele repetiu colocações que fez em uma live com advogados na noite desta segunda-feira.

Aras disse que "República não combina com heróis" e que a distribuição de processos na Lava-Jato é passível de fraude. Criticou o fato de a Corregedoria do Ministério Público Federal não ter acesso aos dados da operação e que já pediu uma auditoria sobre a maneira como são escolhidos os processos.

Em uma live para um grupo de advogados criminalistas que são críticos à Lava-Jato, nesta segunda-feira, Aras afirmou que a força-tarefa de Curitiba funcionaria com "caixas de segredos" e processos ocultos. Defendeu ainda que o "lavajatismo não perdure". Na transmissão, o procurador-geral foi elogiado e ovacionado pelos advogados, que atuam para clientes investigados pela operação.

Hoje, Aras foi contatado por senadores e, por mensagem, afirmou desejar "fortalecer o combate à corrupção". Ele se colocou à disposição para participar da videoconferência com parlamentares. Durante a conversa, ele se explicou e reiterou as críticas à operação.

Aras explicou o uso do termo "lavajatismo" dizendo que o sufixo "ismo" remete a "hipertrofia, excessos". Pontuou também que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) já pediu esclarecimentos à força-tarefa em São Paulo, acusando a operação de não seguir a impessoalidade na escolha dos processos.

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