Senadores da CPI da Covid encaminham ameaças à Polícia Federal para investigação

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BRASÍLIA — Senadores da CPI da Covid encaminharam à Polícia Federal, nesta terça-feira, ameaças que receberam por mensagem desde o início dos trabalhos do colegiado. Segundo o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), os casos estão "virando uma rotina".

— Alguns colegas desta Comissão Parlamentar de Inquérito, eu creio que não devam ser todos, têm recebido nas suas comunicações pessoais, têm recebido no seu WhatsApp, e de diversas formas, diferentes tipos de ameaças, o que me parece ser claramente uma ação coordenada, Presidente — disse o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), no início da sessão.

Randolfe citou a Lei 1.579, de 18 de março de 1952, que estabelece como crime "impedir, ou tentar impedir, mediante violência, ameaça ou assuadas, o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito".

— Diante da Lei 1.579, Presidente, acabei de oficiar a Vossa Excelência que encaminhe para a Polícia Federal o conjunto de ameaças que os membros desta CPI têm recebido para as providências devidas, nos termos da lei — pediu Randolfe.

Em seguida, Omar Aziz acatou o pedido e disse que vai encaminhar o pedido de investigação à Polícia Federal:

— Será encaminhada hoje mesmo, Senador Randolfe. Isso daí está virando uma rotina, mas o papel nosso é continuar trabalhando aqui.

Além de Randolfe, há relatos de que outros membros da CPI receberam ameaças. Entre eles, o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL). Da ala governista, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) disse ao GLOBO que solicitou apoio à Polícia Legislativa para contar com segurança quando circular pelo seu Estado.

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