Senadores da CPI recomendam expulsão de Bolsonaro das redes sociais

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Brazilian President Jair Bolsonaro holds his mobile phone during the launching ceremony of a new registry of professional fishermen, at Planalto Palace in Brasilia on June 29, 2021. - The Brazilian government announced the suspension of the contract to purchase 20 million doses of the Indian-made vaccine Covaxin. Covaxin's contract became the target of the COVID-19's Parliamentary Inquiry Committee in the Senate and the Federal Public Ministry after a health ministry's server denounced
Senadores pedem que Jair Bolsonaro seja investigado pelo STF por mentira sobre vacina (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
  • Senadores da CPI da Covid sugeriram que redes sociais apaguem perfis de Bolsonaro após mentira sobre vacina

  • Opositores do presidente na CPI vão protocolar requerimento para que caso seja investigado pelo STF

  • Requerimento deve ser votado na terça-feira (26), assim como relatório final da comissão

Senadores da CPI da Covid querem que o Supremo Tribunal Federal investigue o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A ideia do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) é que a Comissão envie um pedido ao STF para que a corte investigue a fala mentirosa de Bolsonaro, em que o presidente relaciona a vacina contra a covid-19 com a Aids.

O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI, reiterou o pedido de investigação e ainda recomendou às redes sociais que expulsem o presidente. “Encaminharemos ofício ao Ministro Alexandre de Moraes, pedindo que Bolsonaro seja investigado por esse absurdo no âmbito do inquérito das fake news e recomendaremos às plataformas de redes sociais a suspensão e/ou o banimento do Presidente.”

Alessandro Vieira apresentou o requerimento nesta segunda-feira (25) e a expectativa a é que ele seja votado na terça (26), mesmo dia em que será apreciado do relatório final da CPI, de Renan Calheiros (MDB-AL).

“Quando o presidente, de forma reiterada e consciente, mente e desinforma a população, milhares de pessoas deixam de buscar a vacinação, usar máscaras ou adotar medidas de cautela contra a Covid-19. A consequência, como sabemos, é o aumento no número de infectados, doentes e mortos. É o prolongamento do sofrimento causado pela pandemia”, justificou o senador no texto, revelado pela TV Globo.

A declaração, segundo o senador, deveria ser enviada diretamente para Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no STF.

“Não ocupasse o cargo de Presidente da República, protegido pela Constituição da República em função de sua proeminência e dignidade, a persistência no cometimento de infrações penais, com grave prejuízo à garantia da ordem pública, sobejas provas da existência de crime, indícios bastantes de autoria e de perigo gerado por seu estado de liberdade, já haveria suficiente preenchimento dos requisitos elencados pelo art. 312 do Código de Processo Penal para a decretação de prisão preventiva”, afirmou Alessandro Vieira.

Mentira de Bolsonaro será incluída no relatório

A CPI da Covid vai incluir em seu relatório final a fala mentirosa de Jair Bolsonaro (sem partido) ligando a vacina contra o coronavírus à Aids. Foi o que relatou o vice-presidente da Comissão, o senador Ranfolfe Rodrigues (Rede-AP) ao jornal O Globo.

Segundo explicou Randolfe, a CPI também vai inserir recomendações às redes sociais sobre as recorrentes publicações com informações falsas feitas pelo presidente.

“Nós não só incluiremos no relatório final como incluiremos uma recomendação às redes sociais - Facebook, Instagram, Twitter e Youtube - para que tomem as providências devidas sobre a reiterada prática de crime por parte do presidente da República”, declarou.

Na noite deste domingo (24), o Facebook derrubou a live semanal do presidente da República, transmitida na última quinta-feira (21).O vídeo não está mais disponível nem no Facebook nem no Instagram.

De acordo com porta-voz da companhia, o motivo para a exclusão foram as políticas da empresa relacionadas à vacina da Covid-19. "Nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas."

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