Senadores da oposição e independentes defendem ordem de Aziz para prisão; governistas reclamam

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BRASÍLIA, DF, 07.07.2021: CPI-COVID-DF - O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) - CPI da Covid no Senado ouve o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, que foi citado na denúncia de pedido de propina para venda de vacinas pela empresa Davati, em Brasília, nesta quarta. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 07.07.2021: CPI-COVID-DF - O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) - CPI da Covid no Senado ouve o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, que foi citado na denúncia de pedido de propina para venda de vacinas pela empresa Davati, em Brasília, nesta quarta. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Na sessão desta quinta-feira (8) da CPI da Covid, senadores da oposição ou independente ao governo apoiaram a ordem do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), de prisão do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias.

Já parlamentares aliados ao governo pediram para a CPI delimitar melhor se o depoente é testemunha ou investigado. Isso porque o investigado tem mais possibilidades de não responder às perguntas para evitar criar provas contra si mesmo.

Membro suplente do colegiado, o senador independente Alessandro Vieira (Cidadania-ES) lembrou que Dias aceitou o compromisso de falar a verdade à CPI.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que aliados do governo estão cada vez mais inquietos por causa das suspeitas de irregularidades em compras do governo. Ele afirmou que a comissão tratou Dias da forma "mais digna possível".

"O presidente da CPI já tinha dito por mais de uma vez que iríamos chegar na situação limite em que o perjúrio se transformava em afronta à própria CPI", disse o senador petista.

Já a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) disse que a prisão teve "efeito pedagógico". "Mentir aqui é passível sim de prisão", afirmou ela.

Dias foi preso na sessão de quarta-feira (7) após Aziz apontar contradições e lacunas no depoimento. O ex-servidor da Saúde pagou fiança de R$ 1,1 mil e foi solto depois de passar 5 horas na Polícia do Senado.

Dias foi acusado pelo policial militar Luiz Paulo Dominghetti, em entrevista à Folha, de pedir propina de US$ 1 por dose durante um jantar para negociar vacinas ao governo federal.

No áudio, Dominghetti afirma a um interlocutor que "a compra vai acontecer", que o processo está "na fase burocrática" e que Dias irá assinar. Ele ainda afirma que faria reunião no dia 25 -data do jantar-, para "finalizar com o ministério".

O senador governista Ciro Nogueira (PP-PI) disse que a CPI deve parar de convocar como testemunha pessoas que já estão sendo investigadas ou tiveram sigilos quebrados. "Ou vamos então convocar como investigados", afirmou.

Já Marcos Rogério (DEM-RO) disse que é preciso deixar claro "desde o início" se o depoente é testemunha ou investigado.

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