Senadores dos EUA pedem que Biden envie vacinas contra a covid-19 para a América Latina

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(Arquivo) O senador democrata Bob Menendez durante audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado no Capitólio em 27 de janeiro de 2021 em Washington, DC

Influentes senadores dos Estados Unidos pediram nesta sexta-feira (14) que o governo de Joe Biden desenvolva uma "estratégia abrangente" para lidar com a crise da covid-19 na América Latina e no Caribe, em particular enviando vacinas.

O senador democrata Bob Menéndez, à frente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, e seus colegas Tim Kaine, democrata, e Marco Rubio, republicano, respectivamente presidente e membro do alto escalão do Subcomitê do Hemisfério Ocidental, expressaram suas preocupações em uma carta a Biden.

"É crucial que os Estados Unidos expandam seus esforços para garantir que as pessoas mais vulneráveis do mundo sejam vacinadas", escreveram eles. Nesse contexto, "pedimos que seja considerado especificamente o hemisfério ocidental".

Eles observaram que, até agora, 77% dos que viajaram aos Estados Unidos vêm da América Latina e do Caribe, muitos para visitar familiares.

"Dada a frequência e o número de pessoas que viajam entre a região e os Estados Unidos, recomendamos o rápido desenvolvimento de um plano para compartilhar vacinas com os países necessitados", disseram.

Os legisladores elogiaram o governo Biden por sua anunciada disposição de enviar vacinas contra a covid-19 para o México e o Canadá, e incentivaram a mesma disposição para a República Dominicana, Haiti, Jamaica, Bahamas e outros países do hemisfério.

Os Estados Unidos disseram no fim de abril que planejam enviar para outros países até 60 milhões de doses da vacina contra o coronavírus da AstraZeneca que não seriam necessárias internamente. Porém, não especificaram quantidades, datas ou países.

Menéndez, Kaine e Rubio ressaltaram "os benefícios estratégicos e de segurança nacional" de facilitar o acesso às vacinas para os vizinhos.

"Sem o compromisso e a liderança dos Estados Unidos, nossos concorrentes continuarão se esforçando para aproveitar suas vacinas menos eficazes para coagir os países da América Latina e do Caribe a apoiar uma agenda diplomática hostil à nossa", alertaram.

Como exemplo, apontaram que no início de 2021 a China prometeu envios de vacinas para o Paraguai "em troca do governo paraguaio deixar de reconhecer Taiwan".

A América Latina e o Caribe têm aproximadamente um terço do total de mortes por covid-19 no mundo.

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