Senadores de EUA e Europa condicionam fim de sanções à Venezuela a diálogo interno

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(Arquivo) O senador democrata Bob Menendez durante audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado no Capitólio em 27 de janeiro de 2021 em Washington, DC (AFP/POOL)
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O futuro das sanções à Venezuela dependerá do resultado do diálogo entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição, indicaram nesta quarta-feira senadores dos Estados Unidos e da Europa, pedindo "boa-fé" ao presidente venezuelano e expressando "apoio total" à plataforma opositora.

Bob Menéndez, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, e seus colegas do Reino Unido, Alemanha, Parlamento Europeu, Lituânia, Letônia, Estônia, República Tcheca, Polônia e Dinamarca saudaram as negociações para superar a crise venezuelana.

"Pedimos ao regime de Maduro que empreenda esse processo com boa fé para restaurar a governança democrática, restabelecer o Estado de Direito e devolver as liberdades fundamentais e a dignidade humana ao povo venezuelano", expressaram os senadores em declaração conjunta.

Os países destacaram no texto sua disposição a apoiar qualquer pacto que vise à realização de novas eleições legislativas e presidenciais. Eles ressaltaram que a revisão das medidas punitivas impostas a Caracas está sujeita a essa condição.

“Qualquer recalibração das sanções internacionais deve estar diretamente ligada à vontade do regime de tomar medidas específicas como resultado das negociações com a plataforma de união nacional”, assinalaram os senadores.

Washington, Bruxelas e Ottawa mostraram-se abertas a revisar sua política de sanções contra Caracas se Maduro facilitar "avanços significativos" rumo a eleições livres.

O governo de Maduro, no poder desde 2013 e reeleito até 2025 em uma votação polêmica, e a Plataforma Unitária da Venezuela, que reúne a oposição, iniciaram no mês passado conversas na Cidade do México.

Estados Unidos, União Europeia e Canadá impuseram diversas sanções econômicas a Caracas, incluindo um bloqueio de fato por Washington do petróleo venezuelano, como parte da pressão diplomática conjunta para "restaurar a democracia" no país sul-americano.

ad/lda/lb

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