Senadores pedem convocação de Queiroga ao Congresso para falar sobre vacinação

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 min de leitura
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em Brasília
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Marcelo Queiroga
    Médico brasileiro, Ministro da Saúde do Brasil

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - Senadores que integraram a CPI da Covid apresentaram, nesta quinta-feira, um requerimento de convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para comparecer ao Congresso para explicar a demora do governo em adotar a vacinação contra o coronavírus para crianças de 5 a 11 anos, entre outras questões.

O pedido dos parlamentares é para que Queiroga vá à Comissão Representativa do Congresso, colegiado designado durante o recesso para debater temas de interesse do Legislativo.

Os senadores querem que o ministro explique o que consideram "medidas protelatórias" do governo para liberar a vacinação pediátrica contra Covid-19, como a realização de uma consulta pública sobre o tema, após citar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia dado aval para uso do imunizante da Pfizer desde 16 de dezembro.

O Ministério da Saúde divulgou na quarta-feira o cronograma de chegada das vacinas da Pfizer para a faixa etária de 5 a 11 anos, 20 dias depois de a Anvisa ter aprovado o uso do imunizante, que tem uma dosagem menor que a dos adultos.

Dada a resistência do presidente Jair Bolsonaro, o ministro Queiroga criou uma consulta pública via internet e uma audiência pública para debater as diretrizes da vacinação infantil, o que atrasou ainda mais o início do processo, que deve começar somente na segunda quinzena de janeiro.

Por pressão de Bolsonaro, o ministério queria impor a necessidade de prescrição médica e autorização por escrito dos pais para a aplicação da vacina nas crianças. Com o resultado da consulta pública, em que a vasta maioria das pessoas foi contrária, e da audiência, onde especialistas e secretários de Saúde deixaram claro que a medida era inviável, o ministério voltou atrás.

Senadores querem também informações sobre hackeamento e integridade dos sistemas de informação do ministério, medidas sanitárias para conter o avanço da variante Ômicron, coinfecção por coronavírus e influenza e políticas de testagem da população, entre outros temas.

Subscrevem o documento, entre outros, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM); o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP); e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL). O pedido de convocação tem que ser aprovado para ter validade.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos