Senadores pedem impeachment de Luis Roberto Barroso, ministro do STF

Seis senadores alegam “infrações graves à Lei Orgânica da Magistratura” para pedido de impeachment de Luis Roberto Barroso. (Foto: APU GOMES/AFP via Getty Images)
Seis senadores alegam “infrações graves à Lei Orgânica da Magistratura” para pedido de impeachment de Luis Roberto Barroso. (Foto: APU GOMES/AFP via Getty Images)
  • Seis senadores apresentaram pedido de impeachment contra ministro Luis Roberto Barroso, do STF;

  • Parlamentares mencionam jantar do ministro com advogado de Lula (PT), presidente eleito;

  • Um dos senadores também citou episódio em que Barroso responde “perdeu, mané” a bolsonarista

Seis senadores assinaram um pedido de impeachment contra Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O documento foi apresentado nesta quarta-feira (23) e cita, entre as motivações, o episódio em Nova York em que o magistrado reagiu a apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) com a frase “perdeu, mané”, que viralizou nas redes sociais.

Os parlamentares responsáveis pelo pedido são Eduardo Girão (Podemos-CE), Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Lasier Martins (Podemos-RS), Plínio Valério (PSDB-AM) e Carlos vIana (PL-MG).

Em coletiva de imprensa, os senadores alegaram “infrações graves à Lei Orgânica da Magistratura” como uma das razões para o pedido de afastamento.

Segundo Girão, outras duas assinaturas ainda devem ser adicionadas ao pedido que ele classificou como “robusto”.

O documento foi elaborado em parceria com juristas como Roberto Lasserre e Paulo Fernando Melo. Na entrevista, o senador cearense menciona um jantar em Nova York em que Barroso é visto com Cristiano Zanin, advogado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República eleito. Segundo Girão, estas seriam “imagens fortes para o cidadão de bem”.

Já Lasier Martins demonstrou pouco otimismo com o andamento do pedido.

“Poderiam perguntar se temos esperança sobre o andamento dos pedidos de impeachment e poderíamos dizer: ‘Pelo retrospecto, não há esperança’. Mas não é por isso que vamos deixar de cumprir a obrigação”, declarou o senador gaúcho.