CPI da Covid: Senadores prestam solidariedade a jornalista da CNN chamada de "quadrúpede" por Bolsonaro

·2 minuto de leitura
  • Senadores da CPI da Covid prestaram solidariedade à jornalista Daniela Lima, da CNN

  • Apresentadora foi chamada de "quadrúpede" pelo presidente Jair Bolsonaro

  • "É uma pessoa que não tem a mínima noção da liturgia do cargo, não tem a devida condição de exercer essa função", diz Humberto Costa sobre Bolsonaro

Senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado prestaram solidariedade, na sessão desta quarta-feira (2), à jornalista Daniela Lima, da CNN, chamada de “quadrúpede” pelo presidente Jair Bolsonaro.

Após reclamação do senador governista Marcos Rogério (DEM-RO), de que a médica Nise Yamaguchi foi destratada durante seu depoimento na comissão, o senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou:

“Eu sugiro ao senador Marcos Rogério que esse mesmo tipo de apelo que ele fez aqui aos senadores, que é correto, mas que ele vá lá ao Palácio do Planalto e peça o mesmo ao presidente da República, que chamou uma jornalista da CNN de quadrúpede. Isso pode? Isso é urbano?”.

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“É uma pessoa que não tem a mínima noção da liturgia do cargo, não tem a devida condição de exercer essa função. Então peça a ele que seja educado, que tenha a compostura do cargo”, disse Humberto Costa.

Os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Eliziane Gama (Cidadania-MA) também se solidarizaram com a apresentadora da CNN.

Bolsonaro atacou a apresentadora da CNN Brasil, que disse durante edição do telejornal, "não saia daí porque agora, infelizmente, a gente vai falar de notícia boa, mas com valores não tão expressivos".  

"'Infelizmente, somos obrigados a dar uma boa notícia, mas não é tão boa assim não'. É uma quadrúpede", disse o presidente rindo a apoiadores no Palácio da Alvorada, na terça.

A CPI da Covid ouve hoje a médica infectologista Luana Araújo, que deixou o Ministério da Saúde dez dias após ser anunciada como secretária de Enfrentamento à Covid-19. A pasta não informou o motivo da saída dela, mas o ministro da Saúde insinuou que o presidente Jair Bolsonaro barrou a nomeação da médica.

Luana Araújo havia feito manifestações contrárias ao uso de cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina no tratamento contra a covid-19, inclusive em pacientes com sintomas leves.

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