Separadas pela pandemia, avó e neta se reencontram para desfile da Viradouro

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RIO — O amor que a pandemia separou, o Carnaval vai reunir na madrugada deste sábado. Afastadas devido a pandemia da Covid-19, a aposentada Ana Lúcia Reis, de 70 anos, e sua neta, Gabriela Reis, de 7, puderam se abraçar novamente e mais. Ambas desfilarão na Velha Guarda da Viradouro, simbolizando justamente o reencontro de famílias separadas durante os dois últimos anos, trazendo diversos avôs e avós com seus netos.

Assim que soube que desfilaria com a neta, dona Ana Lúcia foi tomada pela emoção. Torcedora fervorosa da escola, ela já tinha o sonho de um dia poder levar a pequena Gabriela para a Marquês de Sapucaí. O enredo da agremiação, abordando o Carnaval pós pandemia caiu como uma luva para a aposentada, que contou cada minuto até a data de hoje.

- Quando o diretor de Carnaval falou com a gente, já fiquei em prantos. Estou super emocionada, depois dessa pandemia, conseguir realizar o sonho de desfilar com a minha neta. Essa é a maior glória que eu poderia ter. Estou muito feliz e espero que todos gostem do nosso trabalho e desse desfile - disse.

Filha de Ana Lúcia e mãe de Gabriela, a artesã Adriana Reis teve que desempenhar um papel difícil e ingrato durante o período de separação. Por ser criança, Gabriela não compreendia bem a necessidade de se afastar da avó, e cabia à Adriana falar para a filha sobre a impossibilidade de um encontro, o que muitas vezes apertava o coração.

- A gente não saía de casa. No início era tranquilo, mas foi ficando cada vez mais dificil. Um dia minha mãe me ligou chorando e a Gabi também chorou muito. Foi difícil ver aquilo e cabia a mim dizer que não podíamos nos ver pelo bem estar de ambas. Foi bem difícil, mas ficou para trás - contou.

O reencontro aconteceu agora à noite, no atelier de Adriana, para ambas vestirem as fantasias para o desfile. Empolgada, a pequena Gabriela era só felicidade por rever a avó e pela oportunidade de desfilar. Inclusive, a mesma já diz ter o carnaval no sangue.

- Estou feliz por desfilar na minha escola preferida com a minha avó. Na pandemia eu só a via pelo telefone, mas agora eu posso ver e abraçar de novo. Às vezes fico um pouco nervosa, mas está tudo bem. Já tenho Carnaval no sangue igual a minha avó.

Atual campeã, a Viradouro é a quarta escola a desfilar neste primeiro dia do Grupo Especial com o enredo 'Não há tristeza que possa suportar tanta alegria'.

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