Separatistas catalães reforçam maioria no Parlamento regional (resultados parciais)

·2 minuto de leitura
Funcionário municipal coloca uma urna em uma mesa eleitoral para as eleições regionais catalãs, em Barcelona

Os partidos separatistas catalães renovaram a maioria no Parlamento desta região espanhola neste domingo (14), após eleições marcadas pela pandemia, segundo resultados provisórios, que colocam os socialistas do presidente espanhol Pedro Sánchez ligeiramente à frente.

Com mais de 70% dos votos apurados, os socialistas aparecem na primeira colocação, com 23,6% e 33 cadeiras, mas dificilmente conseguirão desbancar do poder os independentistas, que governam desde 2015 esta rica região de 7,8 milhões de habitantes situada no norte da Espanha.

Três anos após a tentativa fracassada de secessão de outubro de 2017 e apesar das fortes divisões internas, os três partidos separatistas passarão de 70 para 74 assentos dos 135 no Parlamento regional.

Atrás dos socialistas, liderados pelo ex-ministro da Saúde Salvador Illa, o partido separatista ERC (21,35%), representando a ala mais moderada do movimento, manteve o mesmo número de assentos.

Este partido, aliado ao executivo minoritário de Sánchez no Congresso espanhol, conseguiu alavancar seus parceiros de governo em Barcelona, o Juntos pela Catalunha (19,6%, 32 cadeiras), partido do ex-presidente Carles Puigdemont.

Junto com o partido radical CUP (6,6%, 9 assentos), esses três partidos podem entrar em acordo por um governo separatista se forem capazes de superar suas diferenças mostradas nos últimos anos.

Na quarta posição, o partido de extrema direita Vox (7,8%) entra pela primeira vez no Parlamento regional catalão, superando claramente os dois grandes partidos de direita a nível nacional, o Partido Popular (3,8%) e o Cidadãos (5,6% ).

A disputa política foi parcialmente eclipsada pela pandemia, que condicionou as eleições realizadas entre uma forte implantação de medidas sanitárias (máscaras, distanciamento, álcool em gel, controle de capacidade ...) e nas quais infectados puderam votar pessoalmente.

O temor de contágio diminuiu a participação, que, até os dados finais, teria ficado abaixo de 60%, 20 pontos abaixo do registrado nas eleições anteriores de dezembro de 2017.

dbh/mg/jvb/am