Separatistas culpam Kiev por mortes de autoridades em áreas ocupadas pela Rússia

LONDRES (Reuters) - Pelo menos quatro autoridades designadas pela Rússia foram mortas e várias pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira, disseram autoridades separatistas, em ataques a três áreas diferentes da Ucrânia ocupadas por forças russas.

Separatistas culparam Kiev pela onda de assassinatos --uma suposta explosão de bomba, um ataque de míssil e um duplo assassinato-- e disseram que a Ucrânia está travando uma campanha de terrorismo e "crimes sangrentos" atrás das linhas de frente em território controlado por forças russas e apoiadas pela Rússia.

Na cidade de Luhansk, uma explosão de bomba matou o procurador-geral da autoproclamada República Popular de Luhansk (RPL), apoiada pela Rússia, Sergei Gorenko, e sua vice, Ekaterina Steglenko, em seus escritórios, disse o administrador da RPL indicado pela Rússia, Leonid Pasechnik, pelo aplicativo Telegram.

Ele culpou Kiev pelo ataque e chamou a Ucrânia de "Estado terrorista" sob sua liderança atual.

Mykhailo Podolyak, conselheiro sênior do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, disse no Twitter que as mortes de Gorenko e Steglenko foram resultado do crime organizado ou um possível expurgo russo de testemunhas de "crimes de guerra" na área.

No sul da Ucrânia, autoridades designadas pela Rússia disseram que duas autoridades locais foram mortas durante a noite em um "duplo assassinato", que eles também atribuíram à Ucrânia.

Um terceiro ataque, desta vez com mísseis contra a sede do governo local em Kherson, ocupada pela Rússia, no sul da Ucrânia, destruiu uma ala do prédio, ferindo funcionários do governo e matando pelo menos uma pessoa, disseram autoridades separatistas.

Moscou diz que sua "operação militar especial" foi necessária para evitar que a Ucrânia fosse usada como plataforma para a agressão ocidental e para defender os falantes de russo. Kiev e seus aliados ocidentais descartam esses argumentos como pretextos infundados para uma guerra de agressão ao estilo imperial.

(Reportagem de Reuters)