Brasil tem 65 milhões de pessoas inadimplentes

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Serasa faz um levantamento sobre a condição do endividamento do brasileiro
Serasa faz um levantamento sobre a condição do endividamento do brasileiro
  • Cartão de crédito e débitos bancários são as principais razões de dívidas, diz Serasa

  • Em segundo lugar estão as contas com necessidades básicas, como luz, água e gás;

  • Número de inadimplentes foram superiores em relação ao pico da pandemia

Subiram os números de pessoas inadimplentes no Brasil na passagem de fevereiro para março. Agora, cerca de 65,69 milhões de brasileiros, segundo dados da Serasa obtidos pelo Valor, estão irregulares. Isso não acontecia desde março de 2020, no começo da pandemia.

Os dados apresentados pela Serasa são importantes visto que, no momento, existe uma greve dos servidores do Banco Central atrasou a divulgação de diversos indicadores, inclusive da nota de crédito, que contém informações sobre a inadimplência bancária.

Esses números de endividados cresceu em 0,91% em março em relação a fevereiro e chegou a R$ 265,8 bilhões, superando em R$ 7,5 bilhões o montante registrado no pico da pandemia. O valor médio da dívida por inadimplente, que agora é de R$ 4.046,31, também aumentou (+ 0,10%) no mês.

A faixa etária dos 26 a 40 anos (35,2%), seguido pela faixa de 41 a 60 anos (34,9%). As mulheres (50,2%) apresentaram uma pequena diferença entre os endividados com relação aos homens (49,8%).

Maiores dívidas são em cartões de crédito

Apesar de serem um número do registrado durante o pico da pandemia, em abril de 2020, quando havia 65,91 milhões de consumidores endividados, a dívida dos devedores atuais é muito maior, totalizando R$ 260,7 bilhões, cerca de R$ 2 bilhões a mais do que em abril de 2020. A dívida média por cada cidadão também é a maior desde o início da pandemia, chegando a R$ 4.022,52.

Dentre as maiores causas dos endividamentos estão os débitos de bancos e os cartões de crédito, com 27,7% dos consumidores em dívida por esse motivo. Em seguida vem as chamadas "Utilities", isto é, contas básicas do cidadão, como energia, água e gás. Estas representam 23,9% dos débitos.

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