Serasa responde Procon-SP e alega não haver indícios de vazamento em seu sistema

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Depois de ter sida notificada pela Fundação Procon-SP para que apresentasse explicações sobre o vazamento dos dados pessoais de 220 milhões de brasileiros de sua base, a Serasa respondeu que não há nenhuma indicação de qualquer invasão em seus sistemas e também nenhum indício de que os seus cadastros negativo ou positivo tenham sido comprometidos.A empresa ainda disse que está conduzindo uma investigação aprofundada sobre o caso.

As respostas serão analisadas pela diretoria de fiscalização do Procon-SP, que poderá aplicar decidir aplicar multa ou não.

De acordo com a Serasa, toda operação realizada com dados pessoais obedece a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Quanto ao questionamento sobre sua política de mitigação de riscos que possam ocorrer nestas circunstâncias, a empresa limitou-se a citar que mantém um “abrangente programa de segurança da informação”, não especificando quais são as medidas técnicas e organizacionais estão sendo adotadas para fortalecer a sua política de proteção de informações sensíveis.

Na avaliação do diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez, as explicações foram genéricas e geraram mais dúvidas do que esclarecimentos:

"Não descartamos nenhuma hipótese e consideramos nesse instante, como mais provável, que o vazamento tenha vindo de dentro das empresas e não de hackers”, comentou Capez.

Ainda sobre a reparação de danos, a empresa afirmou que mantém em seu site orientações contra fraude — o que o Procon-SP considera ser uma medida preventiva ao invés de uma reparadora.