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Sergio Mattarella dissolve o parlamento e convoca eleições em Itália para o outono

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O presidente italiano, Sergio Mattarella, dissolveu o parlamento e convocou eleições antecipadas, na sequência da demissão de Mario Draghi.

O presidente não anunciou a data do escrutínio, mas segundo a agência EFE, que cita fontes governamentais, a data mais provável é 25 de setembro.

Até lá, o governo de Draghi mantém-se em funções

"É bem conhecido que o governo, com a dissolução das câmaras e a convocação de novas eleições, encontra limitações nas suas atividades. No entanto, dispõe de instrumentos para intervir sobre as necessidades atuais e as que irão surgir. Tenho o dever de salientar que o período que estamos a atravessar não permite qualquer pausa nas intervenções indispensáveis para contrariar os efeitos da crise económica e social, e em particular o aumento da inflação".

As projeções dizem que a coligação "centro-direita", que reúne o partido de direita Forza Italia, de Silvio Berlusconi, e a extrema-direita representada pela Liga do líder populista anti-migrante Matteo Salvini e Fratelli d'Italia, de Giorgia Meloni é a que está melhor psicionada para assumir a governação do país.

O partido pós-fascista, de Meloni lidera as intenções de voto com 24%, à frente do Partido Democrático (22%) e da Liga (14%). De acordo com uma sondagem do instituto SWG realizada a 18 de julho, Forza Italia obteria 7,4% dos votos e o Movimento 5 Estrelas (M5S) 11,2%.

Esta perspetiva é motivo de preocupação para os parceiros europeus da Itália, uma vez que Fratelli d'Italia não defende a saída da UE, mas sim uma revisão dos tratados e a substituição da União por uma "confederação de Estados soberanos". Não defende uma saída do euro, mas apela a uma reforma radical do BCE.

A UE e a NATO estão também a perder um "pilar" em Mario Draghi, um aliado precioso no seu apoio à Ucrânia contra Moscovo, e temem a chegada ao poder do russófilo Matteo Salvini.

Os mercados, pelo seu lado, estão a acompanhar de perto a situação na terceira maior economia da zona euro. Consideravam Mario Draghi, o antigo chefe do Banco Central Europeu, como sendo um garante da estabilidade fiscal em Itália.

A bolsa de Milão caiu 2% na abertura, na quinta-feira.

Mario Draghi, creditado por ter ajudado a salvar a zona euro como chefe do Banco Central Europeu, presidiu a um notável período de unidade como primeiro-ministro italiano antes de cair na falta do seu notoriamente instável sistema político.

O célebre economista nunca foi eleito diretamente, mas ganhou o apoio de quase todos os partidos políticos quando tomou posse em fevereiro de 2021 e elevou o perfil da Itália na cena internacional como líder respeitado na União Europeia e no G7.

Foi encarregado de combater a pandemia do coronavírus e as consequências de uma recessão na terceira maior economia da Europa, tal como a Itália recebeu uma grande parte de um pacote de recuperação sem precedentes da UE no valor de milhares de milhões de euros para impulsionar o crescimento.

Desfrutando de uma popularidade pessoal crescente e da confiança de Bruxelas e dos mercados financeiros, Draghi foi visto como a melhor escolha para relançar uma economia estagnada, atormentada por ineficiências estruturais e uma burocracia punitiva, ao iniciar reformas estruturais há muito atrasadas por lutas internas e inércia.

O primeiro-ministro conservador, Mario Draghi, permanece o político mais popular do país e todos os partidos italianos se uniram a ele quando assumiu o cargo – à exceção do "Irmãos da Itália" que acabou por sair beneficiado ao ser o único grande partido de oposição ao governo de união nacional de Draghi, que contou com o apoio da esquerda até a Liga, de Matteo Salvini.

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