Sergio Moro desiste de se candidatar à Presidência, diz revista

·2 minuto de leitura
BRASILIA, BRAZIL - APRIL 24: Minister of Justice Sergio Moro speaks during a press conference to announce his resignation after president Bolsonaro dismissed Federal Police Chief Mauricio Valeixo at the Justice Ministry in Brasilia, Brazil, on April 24, 2020 in Brasilia. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
BRASILIA, BRAZIL - APRIL 24: Minister of Justice Sergio Moro speaks during a press conference to announce his resignation after president Bolsonaro dismissed Federal Police Chief Mauricio Valeixo at the Justice Ministry in Brasilia, Brazil, on April 24, 2020 in Brasilia. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
  • Sergio Moro desistiu de disputar a Presidência da República em 2022

  • O ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro informou à consultoria onde trabalha que não concorrerá ao Planalto

  • Moro vinha sendo cobiçado por partidos, e o Podemos estava próximo de convencê-lo a se filiar para a próxima eleição

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro desistiu de disputar a Presidência da República em 2022 contra Jair Bolsonaro (sem partido).

De acordo com reportagem da revista Veja, Moro comunicou ao seu empregador, a consultoria Alvarez & Marsal, que não será candidato ao Palácio do Planalto. "É carta totalmente fora do baralho", informou a publicação.

Em conversas com aliados políticos, o ex-juiz federal havia estipulado outubro como prazo para definir sua possível entrada na disputa presidencial. Partidos estavam de olho no passe de Moro para uma eventual candidatura. O Podemos estava próximo de conseguir a filiação do ex-ministro.

"Moro personifica o combate à corrupção, não tem uma vírgula para falar da honestidade dele. E o Brasil carece de pessoas honestas. Vimos agora quanto dinheiro destinado para a saúde durante a pandemia e escândalos de desvios de recursos. A desonestidade custa vidas. E Moro não se curvou ao poder", afirmou a deputada federal Renata Abreu (SP), presidente do Podemos.

Em 22 de abril, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para confirmar a decisão da Segunda Turma que declarou a parcialidade de Sergio Moro na condução do processo do tríplex de Guarujá, que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à prisão por 580 dias.

O tribunal entendeu que o reconhecimento da incompetência territorial da Justiça Federal do Paraná e a anulação das condenações do petista não invalidaram a discussão sobre a atuação de Moro no caso.

A maioria dos ministros divergiu da posição do relator, Edson Fachin, e impôs uma derrota à Lava Jato.