Família de Pedro Dom repudia série do Prime Video: “Dói muito”

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Pedro Dom e a irmã, Erika Grandinetti (reprodução / instagram @egrandinetti)
Pedro Dom e a irmã, Erika Grandinetti (reprodução / instagram @egrandinetti)

A família de Pedro Dom, principal personagem da série ‘DOM’ do Prime Video, repudiou a produção nas redes sociais nesta terça-feira (13) nas redes sociais. A série é um sucesso na rede de conteúdo audiovisual da Amazon.

“A Mãe de Pedro Machado Lomba Neto, vem a público dizer que desde o início, por volta do ano 2006, não deu autorização, não concorda com a produção da série ‘Dom’. Infelizmente meu papel neste exato momento é muito duro, ter de expor publicamente nosso desespero, vida familiar, dores, e impotências”, escreveu Erika Grandinetti, irmã mais velha de Pedro.

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Ela continua relembrando à época que o rapaz viveu. “Minha mãe, separado de meu pai, desde sempre disse não a esse projeto. Mas, sua voz não foi ouvida... Sua história de vida com seu filho, a morte de seu filho se tornou um produto, pronto para consumo”, escreveu.

A irmã ainda faz um recorte de gênero. “Por que a voz da mãe foi descartada? Provavelmente por ser mulher. Vou criar uma imagem mental pra que tudo fique bem claro: ‘Imagine que você tem uma ferida, do tamanho das suas costas.’ Seu ex-marido diz: ‘Olha vou ganhar dinheiro com as suas dores... e chama mais homens, sozinho ele não iria conseguir, sabem?’”

Ela ainda ressalta que a produção e veiculação da série abriu uma ferida que estava cicatrizada na família. “Dói muito. Ou alguém acha que depois de ter seu filho morto, alguém em sã consciência, quer reviver as dores? Ou alguém acha que depois de ter seu filho morto, alguém em sã consciência, quer reviver as dores?”

Mãe e irmã ainda acusam o pai do criminoso. “Mas como tudo pode piorar, seu ex-marido roubou a história da sua vida e contou como se fosse dele. E os dois cúmplices dele aplaudem... Tanto faz, doa a quem doer. E o único impedimento é essa mulher, mãe, empobrecida financeiramente? Moleza. Grana e prestígio às custas do sofrimento da minha mãe”, aponta.

Elas ainda citam que, diferente do retratado na série, o pai de Pedro não o internava em clínicas de recuperação. “Meu pai nunca internou meu irmão, ao contrário, tirava da internação fazendo cena. Os acessos de fúria eram horríveis, ele espancava nossos cachorros, por aí , e pra bem pior! Uma pesquisa básica já seria suficiente para saber com quem estavam lidando, mas os outros homens preferiram ‘bater palma pra maluco dançar ‘, e convenientemente acreditar nas estórias do Victor”, ressalta.

“Meu pai cuspia no chão de dentro de casa, era violento, quando brigava com a minha mãe ‘enquadrava’ ela como se estivesse falando com um estuprador! Este é o Victor Dantas. Toda intimidação e violência que meu irmão praticou foi aprendida com o pai. Esse pai herói nunca existiu”, lembra.

O desabafo também contesta uma das primeiras cenas do documentário. “Alguém acredita que alguém sobe o morro, chega na boca de fumo, armado, diz que é policial e não sai com um tiro no meio da testa? Ingenuidade? Quem acorrentou o filho de desespero foi ela, quem subia até a boca de fumo era ela, quem internou foi ela, e tudo o mais. E ele sabia sim que o filho estava sequestrado, não deu um tostão. E no dia da morte do filho se apresentou pros holofotes dizendo ter uma ONG para ajudar drogados, que nunca existiu. Maquiavélico... Mas seus sócios estão aí, usufruindo...”, completa.

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