Serra ainda tem 86 mil pessoas em risco dez anos após tragédia que pode ter deixado até 1.500 mortos

Carolina Heringer, Carolina Ribeiro e Ludmilla de Lima
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Hermes de Paula / Agência O Globo
Hermes de Paula / Agência O Globo

RIO - Uma década depois da maior catástrofe climática do país, a população da Região Serrana, que ainda convive com marcas da destruição e perigos do passado, segue com medo de outras tragédias. As chuvas que começaram no dia 11 de janeiro de 2011 causaram enchentes e deslizamentos, deixando oficialmente 918 mortos. Hoje, no entanto, nas cidades mais atingidas — Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis —, há pelo menos 86 mil pessoas vivendo em áreas de risco. Especialistas avaliam que, embora o fenômeno visto dez anos atrás seja raro, a região não está preparada nem para chuvas fortes.

E a previsão da meteorologia de um verão mais chuvoso no Sudeste — de acordo com o Climatempo, o volume para a Serra deve ultrapassar a média de 300 milímetros — coloca a região sob apreensão.

— O evento ocorrido há uma década foi muito extraordinário. Mas isso não significa dizer que não devemos ter a região da Serra preparada para chuvas fortes. Infelizmente, ela não está. As condições melhoraram pouco em relação a 2011 — diz Paulo Canedo, professor do Laboratório de Hidrologia da Coppe/UFRJ. — O problema crônico é a ocupação desordenada do solo.

Nos três municípios mais devastados, há imóveis interditados desde aquela época, desabrigados até hoje recebendo aluguel social e à espera de casas prometidas e obras que nunca foram concluídas.

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