Serviço secreto reforça segurança de Biden; espaço aéreo sobre casa do democrata é fechado

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RIO — Em antecipação a uma possível vitória do ex-vice-presidente Joe Biden nas eleições americanas, o serviço secreto dos EUA irá reforçar a segurança do democrata em Wilmington, no estado de Delaware, segundo informações da emissora CNN. Mais agentes foram enviados ao local após a equipe de campanha de Biden informar que permanecerá no Centro de Convenções de Wilmington, cidade onde o candidato vive.

Além disso, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) fechou o espaço aéreo sobre a casa de Biden em Wilmington. Um informe da FAA aos pilotos mostra que a restrição foi imposta em uma área de 1,6 km até a manhã da próxima quarta-feira.

A FAA ainda disse que o espaço aéreo no centro de convenções Chase Center, na mesma cidade, também foi restrito temporariamente. É esperado que um discurso de vitória de Biden seja feito no local, caso ele vença as eleições.

O envio de mais agentes do serviço secreto, além de medidas adicionais de segurança do espaço aéreo, são ações comuns quando um presidente é eleito, mas "isso foi antecipado", segundo uma fonte ouvida pela CNN. Ainda de acordo com a emissora, uma equipe está de prontidão para Biden desde a semana passada.

— Aconteceu como esperado. Na verdade, foi um pouco atrasado — disse um oficial à CNN.

Segundo a mesma fonte, o reforço costuma ocorrer na noite da eleição, mas o serviço secreto agiu com "cautela" para não dar a impressão de que estava tomando algum lado em relação à decisão do pleito.

Procurado pela CNN, um porta-voz do serviço secreto americano se recusou a dar mais informações. "Por razões de segurança operacional, o serviço secreto não pode discutir especificamente ou em termos gerais os meios, métodos ou recursos que utilizamos para realizar nossa missão de proteção", disse.

O reforço da segurança de Biden ocorre no mesmo dia em que ele assumiu a liderança nos estados da Pensilvânia e da Geórgia, ampliando seu favoritismo para conquistar a Presidência dos Estados Unidos. Se vencer apenas na Pensilvânia — onde a apuração continua e os votos ainda não apurados são maciçamente favoráveis ao Partido Democrata —, ele será eleito presidente.

Mais cedo, o ex-vice-presidente já havia ultrapassado Trump na Geórgia, com 99% dos votos já apurados. Caso sua vitória seja confirmada, Biden será o primeiro democrata desde 1992 a vencer no estado.

Após a confirmação de que Biden ultrapassou seu adversário na Pensilvânia, a campanha do presidente Trump emitiu um comunicado afirmando que a eleição está "longe de chegar ao fim" e que quaisquer projeções de uma vitória de Biden são "falsas".

"A eleição não acabou. A falsa projeção de que Joe Biden é o vencedor baseado nos resultados de quatro estados que estão longe de ser finais", disse em comunicado o conselheiro de campanha Matt Morgan.

A campanha afirma, sem provas, que houve "muitas irregularidades" na apuração da Pensilvânia, alegando que seus representantes foram impedidos de acompanhar a contagem. Uma decisão judicial, no entanto, permitiu que eles acompanhassem o processo e, segundo a Justiça, a ordem foi adequadamente cumprida.

Os republicanos também apontam para irregularidades na votação em Nevada, algo que também não há nenhum indício de ser verdade.