Servidor da Saúde diz à PF que recebeu pressão para liberar Covaxin e que levou detalhes do caso a Bolsonaro

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BRASÍLIA - Em depoimento prestado à Polícia Federal, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, irmão do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), reiterou ter sofrido pressões dos seus superiores para autorizar a importação da vacina indiana Covaxin, que era representada pela empresa brasileira Precisa Medicamentos. Disse ainda que levou detalhes do caso ao conhecimento do presidente Jair Bolsonaro, incluindo o nome de três funcionários que teriam feito as pressões e cópia do contrato.

Miranda afirmou que recebia "insistentemente" telefonemas ou mensagens perguntando sobre o andamento do processo. Na ocasião, Luís Ricardo Miranda era chefe da divisão de importação do ministério.

Seu depoimento foi prestado no último dia 14 de julho no inquérito que apura suspeitas de prevaricação do presidente Jair Bolsonaro. No depoimento, Luís Ricardo afirma que seu irmão o levou para uma reunião no Palácio da Alvorada para narrar ao presidente as suspeitas de irregularidades e pressões envolvendo o contrato. Após as denúncias, o contrato de R$ 1,6 bilhão foi cancelado.

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