Servidor é acusado de receber salário mesmo morando em outro país

Cairo Santos Macedo Junior (Foto: Reprodução)
Cairo Santos Macedo Junior (Foto: Reprodução)
  • Homem se apresenta como massagista residente em Portugal, mas recebia salário de servidor comissionado da Assembleia de Goiás;

  • No total, o servidor recebeu quase R$ 90 mil em remuneração pelo cargo;

  • Se comprovado que ele era “servidor fantasma”, o homem terá que devolver valores recebidos.

Um servidor comissionado da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) é investigado por receber a remuneração destinada ao cargo mesmo após mudar para o exterior. Caio Santos Junior recebeu o salário por oito meses mesmo tendo fixado residência em Lisboa, capital de Portugal.

Nas redes sociais, ele se apresenta como massagista e exibicionista e indica o endereço europeu.

Segundo a investigação, o servidor foi contratado em junho de 2020, tendo permanecido na lista de funcionários por dois anos. O cargo dele era de assessor nível 4.

De acordo com o Portal da Transparência da Alego, ele foi admitido na assessoria adjunta à diretoria administrativa, com salário de 2,5 mil.

Depois, em dezembro de 2021, obteve aumento de R$ 1 mil e, em setembro deste ano, passou a receber R$ 3,7 mil. Somados, os salários pagos ao servidor chegam a quase R$ 90 mil. As informações são do portal g1.

Pelas redes sociais, Cairo indicou já estar em Portugal desde fevereiro deste ano. Todavia, antes disso, ele já não morava em Goiás, pois indicava ter um estúdio de massagem em São Paulo antes de sair do País.

O caso está no Ministério Público, onde é analisado. Se ficar comprovado que Caio era uma “funcionário fantasma”, ele pode ter que devolver os valores recebidos, indicou a promotora de Justiça Fabiana Zamalloa ao portal g1.

A Assembleia Legislativa alegou não ter conhecimento de que o servidor havia mudado de país e abriu um processo administrativo para investigar a situação.

Segundo o órgão, o massagista trabalhou em regime de teletrabalho durante a pandemia e só pediu exoneração no último dia 25 de outubro, sendo afastado definitivamente em 1º de novembro.

Já o Tribunal de Contas do Estado (TCE) respondeu ao portal g1 que a confirmação de irregularidade no caso “pode ensejar a aplicação de multa e a devolução de valores aos cofres públicos".