Servidora da EBC e amiga de Jair Renan, Karol Eller participou de ato terrorista em Brasília

A servidora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Karol Eller, participou dos atos terroristas neste domingo (dia 8), que ocorreram em Brasília. A youtuber tem um cargo de confiança pelo qual recebe um salário de R$ 10.700. No Instagram, ela fez transmissões ao vivo, enquanto participava da invasão ao Congresso Nacional ao lado de outros bolsonaristas.

Nas redes sociais, ela se defendeu das acusações: "Sou contra qualquer tipo de manifestação que viole a constituição e o Estado Democrático de Direito". A servidora da EBC garante que, no momento em que o ato se tornou violento, ela teria se retirado.

— Estão quebrando tudo lá, perderam o controle da situação. Está tendo quebradeiras no Congresso e agora no STF: não compactuo com isso, não faço parte, não contem comigo — diz em vídeo.

Flávia Caroline Andrade Eller foi nomeada pela Diretoria de Jornalismo no final de 2019. A youtuber é amiga do filho 04 do ex-presidente, Jair Renan, e já apareceu em cliques ao lado do rapaz em postagens no Palácio do Alvorada e em carros oficiais da Presidência. Karol Eller também já posou ao lado do ex-presidente, do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, do filho Eduardo Bolsonaro, e tem um vídeo abraçando a senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF).

"Eu sigo ela, eu me inspiro nela, é uma mulher guerreira e valente", disse a ex-ministra sobre Karol Eller. A youtuber devolveu a gentileza: "Eu que me inspiro na senhora, o Brasil inteiro também se inspira. Parabéns pelo trabalho". Na legenda, a youtuber escreveu: "Uai, a ministra não era homofóbica?". Homossexual assumida, a servidora disse, no passado, que não vê diferença entre homofobia e preconceito.

Em 2019, a youtuber Karol Eller prestou depoimento após ter sido agredida no Rio de Janeiro. O episódio foi associado pelo ex-vereador Gabriel Monteiro, à época, a um ataque homofóbico. " "Ela teve o seu rosto desfigurado, apenas por um motivo: ser homossexual", afirmou Monteiro, que teve seu mandato cassado por suspeita de assédio sexual, forjar vídeos na internet e de estupro de vulnerável.