Servidores do Detran.RJ fazem greve por melhorias na carreira

Ana Clara Veloso
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Servidores do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran.RJ) aprovaram a greve da categoria no último dia 8 e iniciaram o movimento no último sábado. Nesta segunda-feira, primeiro dia útil do movimento, os trabalhadores realizaram uma manifestação na sede do Detran-RJ, no Centro do Rio, e no entorno. O movimento pede melhorias na carreira, apontando que o último reajuste para o funcionalismo estadual aconteceu há mais de seis anos.

— É um pedido de socorro. O Detran arrecada muito, e isso não é revertido em melhorias para o cidadão nem para as condições de trabalho. Os servidores têm uma das remunerações mais baixas do estado e enfrentam condições de higiene insalubres, a ponto de faltar água para lavar as mãos, banheiro químico nas áreas de exames e equipamentos de proteção individual — explica Tatiana Oliveira, diretora de Relações Públicas do Sindicato dos Servidores do Detran.RJ (Sindetran/RJ).

Após a greve ser decidida, mas antes do movimento começar, o sindicato teve uma reunião com a diretoria do departamento. Entre os compromissos firmados, estão a retomada dos trabalhos da Comissão de Planos de Cargos e Salários com reuniões mensais e a separação de verba para reformas de unidades do Detran.RJ.

Uma nova assembleia da categoria deve ser marcada, em breve, para avaliar a continuidade ou não da greve.

O que diz o Detran.RJ

Procurado pelo EXTRA, o Detran.RJ respondeu que respeita o direito de greve. Segundo o departamento, a paralisação prejudica serviços de identidade, habilitação e veículos, mas empresas prestadoras de serviço e comissionados seguem trabalhando em parte dos serviços.

A administração ressaltou que tem reuniões semanais com o sindicato e, na última sexta-feira, elaborou um cronograma para atender às solicitações do movimento.