Servidores federais aprovam calendário de paralisações em janeiro por reajuste salarial

·1 min de leitura

BRASÍLIA — O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) aprovou, nesta quarta-feira, um calendário de mobilização que poderá resultar em uma greve geral unificada das categorias por um reajuste salarial ainda no primeiro trimestre de 2022. O cronograma prevê dias de paralisação, com início em 18 de janeiro, e assembleias em fevereiro.

A insatisfação dos funcionários de carreira, que já reclamavam da proposta de reforma administrativa defendida pelo Executivo no Congresso, aumentou com a notícia de que o governo havia reservado dinheiro para aumentar os salários dos policiais. As demais categorias ficaram de fora, incluindo os auditores da Receita Federal, que já iniciaram “operações tartarugas” em portos, aeroportos e fronteiras e entregaram quase 800 cargos de confiança.

— Falar que vai ter greve é algo muito forte para o momento. Há uma revolta muito grande dos servidores e o aumento para os policiais, sem que fôssemos incluídos, foi como acender um fósforo em um barril de querosene. O que posso dizer é que, se nada for feito até março, certamente temos a possibilidade de uma greve — disse Alison Souza, presidente do Sindilegis e integrante da diretoria do Fonacate.

Ele participou de uma reunião com presidentes de 38 entidades que representam os servidores públicos, para discutir a campanha de reposição salarial. Reclamou que nunca houve diálogo entre o governo do presidente Jair Bolsonaro e os funcionários públicos federais.

—Esse é um governo marcado pela ausência de diálogo e transparência — completou.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos