Sete árvores são atacadas e envenenadas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

Sete oitis foram envenenados, nos últimos dias de 2022, no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Todas as árvores tiveram os troncos perfurados. Por dois buracos feitos em cada uma delas, foi injetada uma substância ainda não identificada. O veneno provocou a contaminação das raízes, causando a morte de três oitis. O restante atingido passa por um tratamento para tentar evitar a continuidade da queda de folhas.

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Os ataques aconteceram numa mesma rua e serão investigados com auxílio de análise de imagens de câmeras de monitoramento pela Secretaria de Meio Ambiente do município e pela Polícia Civil.

De acordo com Fernando Cid, Secretário de Meio Ambiente de Nova Iguaçu, a descoberta do envenenamento aconteceu no dia 28 de dezembro, quando uma denúncia sobre os ataques chegou à prefeitura. Todas as árvores estão na Rua Otávio Tarquino, umas das principais vias que concentra parte do comércio da cidade. Segundo Fernando Cid, uma mesma pessoa pode ter envenenado os oitis.

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Parte do material injetado foi recolhido de um tronco e será encaminhado para um exame no laboratório da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

— São árvores frondosas, oitis que produzem sombras. Nós recebemos denúncias de ambulantes e enviamos ao local uma equipe da Guarda Ambiental Municipal (GAM), que comprovou o envenenamento através de substâncias injetadas nos troncos de quatro árvores. Fomos investigar e descobrimos que outras três árvores morreram na mesma rua. Estamos associando o fato. Trabalhamos com a hipótese de que uma mesma pessoa pode ser a autora de todos os ataques. Vamos enviar o material coletado para a UFRRJ para tentar identificar a substância injetada. Vamos monitorar às árvores e fazer uma apuração. Para tentar chegar a autoria dos ataques também vamos solicitar imagens de câmeras de segurança próximas ao locais onde os ataque aconteceram. As imagens solicitadas serão relativas aos 30 dias anteriores a chegada da denúncia recebida — disse o secretário.

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De acordo com Fernando Cid, o caso será comunicado à 52ªDP (Nova Iguaçu). Os Oitis sobreviventes estão sendo monitoradas e passam por um tratamento que é ministrado por um engenheiro florestal. Eles também receberam uma gola de proteção, feita ao redor do tronco. As perfurações foram fechadas por técnicos da GAM com auxílio de um material que não agride às árvores.

— Estamos fazendo o possível para salvá-las, mas a recuperação depende da própria espécie. Vamos observá-las e também plantar novas árvores nos locais de onde já foram extraídas as que morreram nesta via. O envenenamento das árvores é uma crueldade. A área urbana é uma ilha de calor. Precisamos das árvores para reduzir a temperatura — concluiu o secretário.

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Denúncias sobre a autoria dos ataques podem ser feitas pelo telefone 3779-1183, da Secretaria de meio Ambiente; pelo número 2666-4910, da Ouvidoria da Prefeitura de Nova Iguaçu; e pelo Instagram guarda.municipal.ambiental.ni .