Setor de serviços cresce 1,1% em julho e atinge maior nível desde março de 2016

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***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 24-07-2012, Fábricas de matrizes e cédulas da Casa da Moeda do Brasil (CMB), em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Processo de fabricação e  itens de segurança das cédulas da nova família, em especial as notas de R$ 10 e R$ 20, lançadas na última segunda-feira (23), em Brasília, pelo Banco Central. (Foto: Fernando Frazão/Folhapress)
***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 24-07-2012, Fábricas de matrizes e cédulas da Casa da Moeda do Brasil (CMB), em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Processo de fabricação e itens de segurança das cédulas da nova família, em especial as notas de R$ 10 e R$ 20, lançadas na última segunda-feira (23), em Brasília, pelo Banco Central. (Foto: Fernando Frazão/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Estimulado por restrições menores a atividades, o volume do setor de serviços no país avançou 1,1% em julho, na comparação com junho. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o desempenho, o setor de serviços está 3,9% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Também alcançou o patamar mais elevado desde março de 2016. ​Contudo, ainda está 7,7% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014.

Entre janeiro e julho de 2021, o setor acumulou alta de 10,7%. Em período maior, de 12 meses, houve elevação de 2,9%.

A alta de 1,1% em julho foi acompanhada por duas das cinco atividades investigadas. Serviços prestados às famílias subiram 3,8%, acumulando ganho de 38,4% entre abril e julho, enquanto serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 0,6%, com crescimento de 4,3% nos últimos três meses.

“Essas duas atividades são justamente aquelas que mais perderam nos meses mais agudos da pandemia. São as atividades com serviços de caráter presencial que vêm, paulatinamente, com a flexibilização e o avanço da vacinação, tentando recuperar a perda ocasionada entre março e maio do ano passado”, explicou Rodrigo Lobo, analista da pesquisa do IBGE, em nota.

Conforme o IBGE, nos serviços prestados às famílias, o destaque em julho foi para o desempenho dos segmentos de hotéis, restaurantes, serviços de buffet e parques temáticos, que costumam crescer no mês devido às férias escolares. Já nos serviços profissionais, administrativos e complementares, o destaque foi para as atividades jurídicas, serviços de engenharia e soluções de pagamentos eletrônicos.

Em julho, os três ramos que tiveram baixa foram serviços de informação e comunicação (-0,4%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%) e outros serviços (-0,5%).

Mesmo com o avanço no sétimo mês do ano, os serviços prestados às famílias ainda operam 23,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. É a única das cinco atividades que ainda não superou o nível pré-pandemia.

O IBGE ainda informou que, em relação a julho de 2020, o volume de serviços cresceu 17,8%. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam uma alta de 18% nessa base de comparação.​

Ao longo da pandemia, a prestação de serviços diversos foi bastante prejudicada no país. Isso ocorreu porque o setor reúne atividades que dependem da circulação de clientes, do contato direto e de aglomerações. Hotéis, bares, restaurantes e eventos fazem parte dessa lista.

Serviços ligados à área de tecnologia e informação, por sua vez, tiveram estímulo com o isolamento social para frear o coronavírus.

Agora, com a vacinação contra a Covid-19 e a reabertura da economia, as atividades que precisam do contato direto com clientes apostam em uma melhora dos negócios. Fatores como o desemprego e a inflação em alta, por outro lado, desafiam a retomada consistente desses segmentos.

“O setor de serviços não é exclusivamente voltado para as famílias. É possível oferecer serviços para famílias, empresas e governo. A inflação e o desemprego de fato são impeditivos para as empresas que prestam serviços às famílias. As famílias em geral têm restrições orçamentárias, mas as de baixa renda, proporcionalmente, consomem menos serviços do que as das classes média e alta”, ponderou Lobo.

Em relatório, o Banco Original afirmou que a alta de 1,1% do setor em julho veio em linha com as expectativas do mercado. “O resultado reforçou a sinalização de avanço da atividade econômica no terceiro trimestre do ano e especialmente a mensagem de recuperação do setor em meio à reabertura das atividades econômicas e ao avanço da vacinação contra a Covid-19 no país”, emendou o banco.

O Goldman Sachs também associou a alta do setor a questões como o aumento da mobilidade e o avanço da imunização. No entanto, a instituição citou riscos para os próximos meses, que incluem a aceleração da inflação, juros mais altos e ruídos e incertezas na área política.

Além de apresentar o desempenho de serviços, o IBGE também já divulgou os balanços de outros dois indicadores setoriais referentes a julho: produção industrial e vendas do comércio.

Conforme o instituto, a produção das fábricas caiu 1,3% frente a junho. Já o comércio subiu 1,2%.

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