Seul proíbe reuniões de mais de quatro pessoas devido a aumento de mortes de coronavírus

Josh Smith e Hyonhee Shin
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Pessoas fazem teste para detecção de Covid-19 em frente a estação ferroviária em Seul

Por Josh Smith e Hyonhee Shin

SEUL (Reuters) - Seul, a capital da Coreia do Sul, e áreas vizinhas proibiram reuniões de mais de quatro pessoas nos feriados do Natal e do Ano Novo, já que o país registrou seu maior número diário de mortes de coronavírus nesta segunda-feira.

O governo nacional vem resistindo a apelos de imposição de um lockdown de âmbito nacional rígido, mas os governos de Seul, da província de Gyeonggi e da cidade de Incheon ordenaram restrições inéditas a reuniões entre 23 de dezembro e 3 de janeiro.

"Não podemos superar a crise atual sem reduzir os focos de infecções que estão se disseminando através de reuniões particulares com famílias, amigos e colegas", disse o prefeito interino de Seul, Seo Jung-hyup, em uma entrevista coletiva.

"Esta é a última chance de interromper o surto."

A proibição a reuniões se aplica a todos os eventos em locais fechados e abertos, exceto velórios e casamentos. Atualmente ela proíbe aglomerações de mais de nove pessoas.

Combinadas, as duas cidades e a província representam cerca de metade dos 51 milhões de habitantes da Coreia do Sul.

Dentro de Seul, restaurantes e estabelecimentos semelhantes responderam por 41,4% dos focos de infecções ao longo das últimas quatro semanas, seguidos por 16,9% de escritórios, 15,5% de locais de culto e 12,3% de instalações médicas e casas de repouso, de acordo com dados do governo local.

A polícia realizou buscas em locais suspeitos de violarem as regras de distanciamento social na sexta-feira e acusou 35 pessoas, disse a capital em um comunicado.

Até a meia-noite de domingo ocorreram mais 24 mortes, elevando o total do país a 698, informou a Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia.

No domingo, só existiam quatro leitos de unidades de tratamento intensivo disponíveis na área da grande Seul, segundo dados da cidade.

O governo ordenou que hospitais particulares liberem mais de 300 leitos para pacientes de coronavírus e contingenciou 4,5 milhões de dólares para compensar tais instalações.

Até a meia-noite de domingo surgiram mais 926 casos de coronavírus, menos do que a alta recorde de 1.097 do dia anterior. No total, o país registrou 50.591 casos desde que a pandemia começou.

(Reportagem adicional de Sangmi Cha)