Sexteto Sucupira mostra seu 'forró jazz cigano tropical' em show na Lapa

Sérgio Luz

“Forró jazz cigano tropical”. Assim o Sexteto Sucupira denomina o seu já tradicional baile, que ao mesmo tempo despista e indica sua sonoridade. É esse caldeirão de referências musicais que o grupo leva nesta quarta (4/3) à Fundição Progresso, numa maratona instrumental de três horas feita com uma única finalidade: “para o público dançar”.

— Antes de juntar a banda, há cerca de cinco anos, já tinha tocado em projetos de música armorial e de vários países do mundo. Quando pensei nesse trabalho, a ideia era justamente misturar isso tudo — conta o bandolinista Rudá Brauns, que forma o conjunto ao lado de Alexandre Flautas (sopros), Felipe Chernicharo (guitarra), Max Dias (baixo), Lucas Videla (percussão) e Cláudio Lima (bateria). — O Cláudio tem influência de música latina, da salsa. O Lucas trouxe o timbau para o forró, traz uma herança árabe. E tem coco, samba de roda, um pouco de tudo.

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A apresentação conta com participação especial da cantora Marina Íris, que foi apresentada ao sexteto por Rodrigo Lessa, que produziu os discos dos artistas.

— É uma baita cantora. Um dia a chamamos num baile para cantar “Rala coxa (pimenta na pupila)”, que muita gente nem sabe que tem letra, chama sempre a atenção — conta Brauns, mencionando a parceria de Rodrigo Lessa e Mauro Aguiar. — Vamos tocar também “Yáyá Massemba” (Capinam/Roberto Mendes) e “Reconvexo”, do Caetano, além de coisa até de Cabo Verde.

Do disco de estreia do grupo, lançado ano passado, estão no repertório faixas como “Aflitos” (Cherchinaro) e “Suíte pros Anicete” (Brauns).

— Demoramos para fazer o álbum porque focamos muito no baile, que foi nosso laboratório, a maneira de amadurecer o som. A gente queria chegar pronto no estúdio. Em condições normais, com tempo e dinheiro, o disco teria saído há uns dois anos. Cada um trouxe um pouco de suas referências, como rock, forró, música árabe, maracatu — detalha.

Na sexta-feira, o Sexteto Sucupira atravessa a rua e sobe ao palco de outra tradicional casa da Lapa, o Circo Voador, como atração da festa Noite do Bem Bolado — A Ressaca, ao lado do Noites do Norte e do Agytoê.

— O show do Circo será mais enxuto. Vamos fechar a noite, vai ser só pancada.

Onde: Fundição Progresso. Rua dos Arcos 24, Lapa (3212-0800). Quando: Qua, às 20h30. Quanto: R$ 25. Classificação: 18 anos.