Shakhtar detona empresários e clubes: "Se aproveitam da guerra"

Shakhtar Donetsk reclama da atitude de clubes e empresários que assediam seus jogadores. Foto: Angelos Tzortzinis/AFP via Getty Images
Shakhtar Donetsk reclama da atitude de clubes e empresários que assediam seus jogadores. Foto: Angelos Tzortzinis/AFP via Getty Images

Sergei Palkin, diretor executivo do Shakhtar Donetsk, não poupou críticas aos empresários de futebol e a alguns clubes europeus pela forma como estão a tentar tirar proveito da guerra na Ucrânia.

Na última terça-feira, a FIFA decidiu alargar o período especial de suspensão de contratos de jogadores e treinadores afetados pela guerra na Ucrânia até ao final da próxima temporada.

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Diante deste cenário, clubes como o Shakhtar Donetsk ficaram com apenas alguns dias para transferirem jogadores a título definitivo ou por empréstimo, sobretudo os jogadores estrangeiros, sob pena de estes saírem gratuitamente no início de julho, para onde quiserem, durante um ano.

“Esta guerra está demonstrando muitos dos problemas do mundo do futebol. Muita gente está se aproveitando desta situação, sobretudo os empresários. Alguns empresários estão a destruir-nos, tentando roubar nossos jogadores. Dizem aos clubes para não nos pagarem porque daqui a uns dias os jogadores ficam livres. Dizem: ‘Não paguem ao Shakhtar, bastam pagarem-me 10 milhões e esqueçam o clube’”, lamentou o cartola.

O diretor executivo do Shakhtar Donetsk também aponta o dedo a alguns clubes, que fingem ajudar a Ucrânia e na realidade nada fazem, não deixando de salientar que existem bons exemplos.

“Há clubes que ajudaram genuinamente. Alguns clubes responderam num instante, como o Olympiakos, que nos permitiu comprar 1.500 caixas médicas para o exército, ou o Benfica, que enviou uma enorme ajuda humanitária”, salientou.

Durante a longa conversa com o portal The Athletic, Sergei Palkin falou sobre as injeções de capital em clubes como o Paris Saint-Germain ou o Manchester City.

“Eu sou a favor da entrada de novo dinheiro no futebol. Vejam o exemplo do Manchester City. Eles podem gastar 100 milhões num jogador do Benfica e esse dinheiro pode ser utilizado na académia do Benfica, nas infraestruturas ou na equipa. Mas quando pagas 100 milhões, isso não te garante vitórias. O dinheiro não entra no jogo de futebol”, finalizou o dirigente.

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