"Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis": saiba tudo sobre o herói do novo filme da Marvel

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Estreia nos cinemas nesta quinta-feira (02) o filme "Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis", que apresenta o primeiro super-herói chinês dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês). O longa é dirigido por Destin Daniel Cretton ("Luta por Justiça"), com roteiro de David Callaham — de "Godzilla" (2014) e "Mulher-Maravilha 1984"(2020) — e produção de Kevin Feige e Jonathan Schwartz.

O filme conta a história de Shang-Chi (Simu Liu), um jovem formado desde a infância pela misteriosa organização dos Dez Anéis, liderada por seu pai. Ele embarca em uma viagem de autodescoberta, enfrentando o passado que acreditava ter deixado para trás. Nessa jornada, Shang-Chi percebe que seu pai não é exatamente quem dizia ser, e se vê obrigado a se rebelar.

“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” faz parte de uma complexa e elaborada teia de filmes que compõem o Universo Marvel. O lançamento faz parte da Fase 4 do MCU, inaugurada no cinema com "Viúva Negra" e será composta por títulos como "Os Eternos", "Thor: Love and thunder", "Doctor Strange in the multiverse of madness" e "Pantera Negra: Wakanda forever".

Confira alguns pontos-chave sobre a nova produção.

Para criar a nova história de Shang-Chi, a equipe criativa do filme mergulhou nos quadrinhos da Marvel dos anos 1970, que se inspiravam nos filmes de artes marciais da época, especialmente no ator Bruce Lee. O personagem, também conhecido como "O Mestre do kung fu", era apresentado como o filho do vilão Fu Manchu, figura da literatura que encarna o ultrapassado estereótipo do asiático misterioso e envolvido com ciências obscuras, torturas e venenos.

Publicado pela primeira vez em 1973, Shang-Chi é um dos super-heróis menos conhecidos pelo grande público a ganhar as salas de cinema.

Na nova versão, Shang-Chi vive na Califórnia, onde trabalha como manobrista. Quando um grupo de assassinos rouba um pingente que sua mãe lhe deu quando era jovem, ele viaja com sua melhor amiga Katy (Awkwafina) para Macau, para alertar sua irmã de que o perigo também se aproxima dela. Shang-Chi se vê atraído pela rede da misteriosa organização dos Dez Anéis, liderada por seu pai, e percebe que deve impedi-los. A adaptação também não conta com Fu Manchu, e o pai de Shang-Chi será o Mandarim (Tony Leung), tradicional inimigo do Homem-de-Ferro nos quadrinhos.

A história, segundo o diretor, carrega dilemas essencialmente “humanos”. “O problema central de Shang-Chi reside em não saber quem ele realmente é. Ao longo do filme, ele deve aprender a ser o dono de cada parte de si mesmo" — descreve Destin Daniel Cretton. "Ele deve olhar para dentro e entender que há coisas negativas em sua história, mas também há muitos aspectos positivos nela”.

A magia do filme fica por conta dos dez anéis encontrados nos destroços de uma espaçonave por Wenwu (pai de Shang-Chi). Em cada um dos artefatos criados pela raça alienígena Makluans está preso um guerreiro cósmico, e quem os usa consegue poderes únicos. O conjunto é composto pelos seguintes anéis: Explosão de Gelo; Mento-Intensificador; Explosão Elétrica; Explosão de Chamas; Luz Branca; Luz Negra; Feixe de Desintegração; Feixe de Vortex; Feixe de Impacto; e Reorganização da Matéria.

Os anéis são as principais armas do vilão Mandarim, que vem comandando nas sombras a sociedade secreta dos Dez Anéis desde o começo do Universo Cinematográfico da Marvel. Os membros do grupo já chegaram a aparecer em outros filmes de forma bem sutil, especialmente na franquia do "Homem de Ferro".

No primeiro filme, em 2008, o grupo é apresentado como uma rede terrorista internacional que colabora com o sequestro de Tony Stark (Robert Downey Jr.). No segundo, em 2010, um dos agentes da organização ajuda Ivan Vanko (Mickey Rourke) a viajar para Mônaco, onde enfrenta Stark. Já no terceiro filme, de 2013, Aldrich Killian (Guy Pearce) engana a todos usando o ator Trevor Slattery (Ben Kingsley) para se passar pelo antagonista Mandarim.

“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” deixa sua marca como a primeira história do MCU ligada à cultura asiático-americana, com um elenco repleto de atores de ascendência asiática, como Simu Liu (conhecido pela série canadense "Kim’s Convenience"), Awkwafina (“Raya e o Último Dragão”), Tony Leung, Fala Chen e Michelle Yeoh ("Memórias de uma Gueixa").

Para Simu Liu, a representação asiática no filme é fundamental: "Esperamos muito tempo por um momento como este, vendo-nos retratados desta forma na tela. Muitos de nós, filhos de imigrantes, nunca pudemos nos ver autenticamente nas telas. Vimos caricaturas e estereótipos”.

A representação asiática no filme também está na equipe por trás das câmeras, incuindo o diretor Cretton, nascido no Havaí. Ele conta que passou a infância em meio a amigos filipinos, chineses e japoneses, mas se sentiu deslocado ao viajar para a parte continental dos Estados Unidos — experiência que ele relaciona com a própria jornada de Shang-Chi.

Diferentemente de outros heróis, Shang-Chi não tem super-poderes ou um traje de alta tecnologia, e sua força vem de sua disciplina e conhecimentos em lutas.

Recheado de cenas de ação e artes marciais, o filme demandou treinos intensos de Simu Liu que, até então, não tinha qualquer experiência com luta. Ele conta que sempre quis estudar artes marciais durante sua infância e adolescência, mas o único contato que teve com essas disciplinas foi através de filmes de Jackie Chan e Jet Li.

Antes de começar as filmagens, Liu recebeu aulas de especialistas em artes marciais de todos os tipos, passando por Kung Fu chinês tradicional, Wushu, Hong Chen, Muay Thai, Silat, Krav Maga e Jiu-Jitsu, até boxe e lutas de rua.

"Shang-Chi não é apenas um mestre de Kung Fu. É uma arma humana a quem foram ensinadas todas as formas possíveis de matar uma pessoa" — destaca o ator — "Essa é uma história de origem, como qualquer outra, sobre um homem comum lançado em circunstâncias extraordinárias e que precisa fazer o melhor possível com o que tem”.

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