‘Sheik dos Bitcoins’, do caso de Sasha Meneghel, tem pedido de falência negado

Sasha Meneghel e seu marido, o cantor gospel João Figueiredo, investiram R$ 1,2 milhão em bitcoins e não obtiveram o retorno prometido pelo empresário (Getty Creative)
Sasha Meneghel e seu marido, o cantor gospel João Figueiredo, investiram R$ 1,2 milhão em bitcoins e não obtiveram o retorno prometido pelo empresário (Getty Creative)
  • "Sheik dos Bitcoins" ficou ainda mais conhecido em julho passado por causa de um golpe sofrido pela modelo Sasha Meneghel

  • Juíza Luciane Pereira Ramos também rejeitou o pedido de segredo de Justiça

  • Silva é dono da Rental Coins e já foi sócio do pastor Silas Malafaia

O empresário Francisley Valdevino da Silva, conhecido como “Sheik dos Bitcoins”, teve o pedido de recuperação judicial de sua empresa negado pela 2ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba.

Em sua decisão, a juíza Luciane Pereira Ramos também rejeitou o pedido de segredo de Justiça e afirmou que só decidirá sobre a suspensão ou não dos bloqueios judiciais contra o empresário se ele apresentar a lista detalhada dos processos e os valores totais embargados em um prazo de 30 dias.

Silva, que é dono da Rental Coins e consta como proprietário de mais de 130 empresas, já foi sócio do pastor Silas Malafaia em uma loja digital com foco no segmento evangélico. Seu nome ficou ainda mais conhecido em julho passado por causa de um golpe sofrido pela modelo Sasha Meneghel, filha da apresentadora Xuxa Meneghel.

Segundo informações da Folhapress, o processo de Sasha corre em segredo de Justiça. A modelo e seu marido, o cantor gospel João Figueiredo, investiram R$ 1,2 milhão em bitcoins e não obtiveram o retorno prometido. A ação pede reparação de danos morais e materiais pois, segundo os argumentos, a negociação teria sido feita envolvendo a confiança das vítimas.

A modelo teria conhecido o empresário em culto em uma igreja evangélica. Inicialmente, o casal teria investido R$ 50 mil e, após os retornos com o aluguel, fez aportes de mais de R$ 1 milhão. No entanto, como ocorre com muitas das vítimas, após um período, o aluguel deixa de ser pago. Com isso, em abril, o casal foi à Justiça contra Silva.

Ao rejeitar o pedido de gratuidade judicial solicitado por Francisley, a juíza alegou que “enfrentar crise econômica e ser parte ré em inúmeras ações e execuções não significa a incapacidade de pagar as custas e encargos devidos nesta demanda e na futura recuperação judicial”.