Shein pode pagar indenização milionária por roubar ilustrações de artista

Além de uma indenização de US$ 100 milhões (R$ 517 milhões) por danos da Shein, Stephenson quer US$ 25 mil (R$ 130 mil) por cada violação
Além de uma indenização de US$ 100 milhões (R$ 517 milhões) por danos da Shein, Stephenson quer US$ 25 mil (R$ 130 mil) por cada violação

(Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

  • Shein está sendo acusada de violar os direitos autorais do trabalho da ilustradora Maggie Stephenson;

  • Artista diz que a varejista pegou pedaços de suas artes e as transformou em quadros vendidos no site;

  • Quadros eram vendidos por R$ 20, enquanto Maggie cobra de R$ 98 a R$ 1.550.

A Shein, empresa de fast-fashion, pode ter que desembolsar uma quantia exorbitante de mais de US$ 100 milhões (R$ 157 milhões) por supostamente violar direitos autorais de trabalho da artista Magdalena Mollman, conhecida no mundo online como Maggie Stephenson. A acusação aponta que a varejista chinesa vendeu cópias das artes da ilustradora sem sua autorização.

A queixa foi movida por Stephenson no dia 15 de junho, no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia. De acordo com ela, a Shein retirou pedaços de suas obras publicadas no Instagram entre 2019 e 2021 para criar pinturas e quadros vendidos a preços baixos. Em um dos anúncios, aparecia “pintura de parede de padrão abstrata sem moldura” por apenas US$ 4 (R$ 20).

Segundo o portal Jacksonville Daily Record, a artista disse que permite que parceiros autorizados vendam seu trabalho por algo entre US$ 19 (R$ 98) e US$ 300 (1.552), mas a Shein não é um deles. Entre as empresas que podem fazer uso de suas artes, estão: Urban Outfitters, Anthropologie, Sephora, Lucasfilm, ELLE Magazine e Harper Collins Publishing.

Além de uma indenização de US$ 100 milhões (R$ 517 milhões) por danos, Stephenson quer US$ 25 mil (R$ 130 mil) por cada violação e uma liminar que proíba, permanentemente, a Shein de usar e vender suas obras.

Conforme publicado pelo portal, os quadros violados não estão mais disponíveis no site da varejista.

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