Shows de Marcelo D2 na retomada esgotam ingressos e Circo Voador anuncia nova data

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Administradora e grande força motriz do Circo Voador, a produtora Maria Juçá não sabe como será quando as portas do espaço se abrirem novamente – vai ser difícil segurar a avalanche, aposta ela, e por isso há que se estar preparado. Logo um vídeo bateu nas redes sociais, no começo da semana, anunciando a volta do Circo pós-pandemia, o barulho foi geral. Ingressos para os dois primeiros shows, de Marcelo D2, nos dias 22 e 23 esgotaram num piscar de olhos (os do primeiro lote em seis minutos. Os demais, em menos de 24 horas).

Isso a obrigou Juçá e D2 a criarem uma data extra, especial, no dia 21, às 21h, cujas vendas que começam no site do Circo às 16h20 desta sexta-feira. E mais espetáculos, de outros artistas, estão marcados até dezembro.

A decisão de voltar com o Circo Voador este mês, diz a administradora, vem depois da edição de novas regras da prefeitura que permitem ao espaço começar a funcionar com 50% de sua lotação – ou seja, de mil pessoas (e nem uma a mais) por noite.

— Com isso, já dá para gente se safar, e os artistas também. Além disso, o esquema vacinal avançou bastante, ainda vamos ter um novo protocolo até os shows acontecerem, vai ser mais tranquilo — diz Juçá, que espera em breve, com novos decretos da prefeitura, obter a autorização para realizar shows com 100% de ocupação.

— Cara, nada mais emblemático que voltar a fazer show e eles serem no Circo Voador. Me sinto muito honrado, a minha história musical está diretamente ligada ao Circo, comecei como fã e logo depois estava tocando lá — festeja Marcelo D2. — Como diz o Bernardo [BNegão], depois de dois anos trancado em casa, agora eu tô em casa! Nos shows, vou lançar o disco “Assim tocam meus tambores” [de 2020, que acaba de ser indicado ao Grammy Latino], do qual ainda não fiz show. Estava esperando uma oportunidade e ela não poderia ser melhor, estou montando um show em volta desse disco, mas também vou cantar sucessos da carreira e receber convidados.

A programação do Circo Voador continua no dia 29 com a Noite do Bem Bolado (com a Orquestra Foli Griô, o Samba Que Elas Querem e o Sexteto Sucupira) e dia 30 com o bandolinista Hamilton de Holanda. No dia 5 de novembro tem show de Chico Chico, no 6 apresenta-se o cantor Baia. Dias 12 e 13 é a vez do grupo de reggae Ponto de Equilíbrio, e em 26 e 27, os Paralamas do Sucesso (primeiros a terem que cancelar seus shows no Circo, em março do ano passado, por causa do início das medidas preventivas da pandemia) fazem seu espetáculo de clássicos.

Já em dezembro, a cantora Céu lança seu disco de versões no dia 3, Chico César e Geraldo Azevedo dividem a lona no 4 e o rapper BK anima as noites de 10 e 11.

A venda de ingressos para esses primeiros shows da volta, Juçá diz, “está indo muito melhor do que o que sempre aconteceu no Circo”.

— É um pouco pela saudade, um pouco pela ansiedade, um pouco pela limitação e um pouco também por as pessoas do público serem de casa —acredita ela, que seguiu trabalhando com sua equipe do Circo durante a quarentena, em espetáculos on-line. — Aqui, presencialmente, só ficaram quatro pessoas, da manutenção. Aí a gente pôde tratar do Circo como nunca antes. A gente mexeu nele inteiro, raspou todas as madeiras, envernizou tudo, refez todas as amarras da lona, refez camarins e bilheteria... O Circo ficou agradável, bonito e cheiroso.

E no espaço reformado, avisa Maria Juçá, regras terão que ser obedecidas.

— Sem o passaporte em dia, não entra. A gente vai fazer uma triagem do lado de fora e vai estar ali, muito vigilante, tomando todos os cuidados para não ter fila. E vai ser obrigatório usar máscara debaixo da lona, quem quiser beber e comer vai ter que ir para fora, haverá bastante mesinhas e cadeiras — diz. — A nossa tranquilidade é que o público do Circo não é inconsequente. Mas a gente sabe que, se ele bebeu duas cervejas, já começa a ficar animado. E a gente vai estar em cima. A pior coisa que pode acontecer depois disso tudo é a gente abrir o Circo e ele virar um foco de contaminação. Quem não cumpre protocolo não deve nem vir.

Assim como para quase todo mundo, a pandemia foi um tempo de dificuldades para o Circo Voador.

— Estamos há cinco meses sem salário, e cada um está se virando do jeito que pode. A gente não esperava que a pandemia ia durar tanto — admite Juçá, que cuida de um Circo com 70 funcionários. — Nos primeiros seis meses, acho que vai se estar apenas repondo o que se perdeu. Ou seja: por enquanto está proibido pedir convite!

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