Shows de Zeca Pagodinho, Alexandre Pires e Iza agitam virada do ano em Copacabana

Do pop ao samba, o ano de 2023 chegou em Copacabana ao som de muita música brasileira. A cantora Iza começou sua apresentação no palco principal da festa por volta das 20h deste sábado. Com look branco cheio de brilhos e cortes ousados, a artista cantou hits de sucesso como "Talismã", acompanhada do coro da multidão. Os shows da virada foram transmitidos pela TV Globo depois da novela Travessia, com um compacto da apresentação de Iza e de Alexandre Pires, que antecederam o show de Zeca Pagodinho, exibido ao vivo, um dos artistas mais esperados da noite.

Marcado pelo retorno depois de dois anos de pandemia, o réveillon 2023 em Copacabana foi celebrado pela cantora, que fez questão de destacar a alegria de participar do evento, e deixou uma mensagem ao público.

“Depois de dois anos, estamos aqui de novo, estamos juntos. Hoje é nosso dia”, disse a cantora, emocionada pelo retorno da festa da virada na praia, que encerrou ao som de “Fé”.

Alexandre Pires fez sua estreia no réveillon de Copacabana e cantou para o público de mais de 2 milhões de pessoas que estavam na praia, segundo a Riotur. Os passinhos que remontam o baile charme e samba de gafieira embalaram a apresentação que começou com “Caçamba” e passou por clássicos do cantor, como “Sai da minha aba”, com as dancinhas coordenadas, e a sofrência conhecida de “Essa tal liberdade”.

Nos primeiros minutos do ano, Zeca Pagodinho assumiu o palco principal, em uma das atrações mais esperadas da noite. Veterano nos palcos de Ano Novo no Rio, o sambista esbanjou carisma e reuniu no palco o cantor Alexandre Pires, o comentarista de carnaval Milton Cunha, e o prefeito Eduardo Paes, que arranhou um tamborim e até soltou a voz em um trecho de “Coração em desalinho”.

Zeca chegou a pausar o show em determinado momento para interromper uma confusão que envolveu uma pessoa do público e um dos seguranças: “Deu um tapa no segurança, não pode”, disse o cantor.

Nas redes sociais, uma internauta publicou o que para ela foi o resumo mais simbólico da festa:

A tijucana Juliana Valente veio com os amigos para acompanhar a queima de fogos. Mesmo a fumaça da queima de fogos tendo "atrapalhado só no final", como avaliou, foi o sistema de som que recebeu a principal crítica da carioca sobre a organização da festa.

— Chegamos cedo para acompanhar os shows e o som só melhorou no show de Alexandre Pires. Escolhemos ficar perto da torre de som, e não dá para acompanhar bem os shows — contou Juliana, que acompanha a festa na altura da Rua Duvivier.

O som que vem direto do palco é o que se escuta da areia, com a sensação de que só o som dos instrumentos sai da torre de som posicionada na Avenida Atlântica.

A bateria da Grande Rio fechou a sequência de shows da noite. Na areia, apesar da animação, o problema atrapalhou: não havia som na torre. Quem estava no local relatou só escutar o som que vinha direto do palco.

Uma imagem clássica de Pelé foi transmitida no telão durante show em Copacabana e a multidão presente na praia aplaudiu a homenagem ao Rei do Futebol, que morreu na quinta-feira.

— Aplausos para Edson Arantes do Nascimento, o nosso eterno Pelé — pediu o cantor Alexandre Pires durante o seu show, enquanto uma imagem do Rei era transmitida no telão do Palco Copacabana.