Empresário reinventa negócio familiar de 50 anos e fatura milhões

Aluizio de Freitas transformou o negócio dos pais com modelo de franquia (Foto: Divulgação)
Aluizio de Freitas transformou o negócio dos pais com modelo de franquia (Foto: Divulgação)

Por Melissa Santos

A Sigbol, escola de cursos profissionalizantes de moda, já existe há meio século, mas antes de atingir 27 unidades espalhadas pelo Brasil e faturamento na casa de milhões, a empresa enfrentou a crise têxtil dos anos 90, viu as dívidas crescerem e precisou se reinventar.

Quando Aluizio de Freitas assumiu o cargo de diretor, em 1996, a missão já era de reinventar a marca. A empresa foi fundada por seus pais, Carmen Aparecida de Freitas e Aluízio. Como presidentes da Associação de Pais e Mestres de um colégio em São Paulo, eles decidiram organizar uma aula diferente de corte e costura.

Leia também

“Eles saíram em busca de formas de ensinar esse processo e foi quando conheceram a Dona Elvira Nunari, uma modista italiana que vendia encartes e livretos ensinando a confeccionar roupas”, conta Aluizio.

Conhecida como “Siga as Bolinhas”, a técnica deu o nome à editora Sigbol, era similar às atividades de ligar os pontos. “O molde de roupa é uma engenharia e existem alguns geométricos que são super complexos e precisam de mais conhecimento para fazer. O método da dona Elvira era justamente algo que fosse de fácil compreensão. Assim, os alunos tinham as distâncias e coordenadas determinadas para fazer cada molde de roupa”, explica.

No final dos anos 70, a empreendedora vendeu os direitos da sua marca para os pais de Aluizio. De início, o CEO da Sigbol conta que sua mãe cuidava sozinha da editora e, posteriormente, seu pai também entrou no negócio. “Eles resolveram investir no primeiro curso profissionalizante presencial. Era bem inovador para a época, pois não existiam cursos com programação aula a aula”, relembra.

A crise da indústria

Os negócios foram bem até a década de 90, quando o mercado têxtil começou a perder a concorrência para a invasão dos produtos chineses. Foi nesse cenário que Aluizio assumiu, em 1996. “Foram tempos difíceis. Cheguei a ficar os dois primeiros anos sem qualquer crescimento, o que me fez até questionar o ramo da nossa atividade”, afirma.

Mesmo com o cenário negativo, o empresário resolveu investir em um plano ambicioso: inaugurar novas unidades para contemplar outras regiões de São Paulo. “A sede ficava na Vila Mariana e a cidade já tinha crescido muito. Então resolvemos levar os cursos para regiões onde as pessoas mais precisavam, como Itaquera”, diz.

Máquinas de costura relembram o DNA da empresa (Foto: Divulgação)
Máquinas de costura relembram o DNA da empresa (Foto: Divulgação)

Em 1999, a unidade foi inaugurada, mas, de início, não teve um bom resultado. Depois de seis meses, uma nova unidade foi aberta e o número de alunos até decaiu. “Fui sempre persistente. Sabia que estava em regiões capazes de atender muitas pessoas e, em 2000, as coisas mudaram. Abri a unidade em Santo Amaro e as demais, sempre buscando regiões nos extremos de SP e elas foram prosperando”, relembra.

Hora das franquias

A estratégia deu certo e Aluizio viu potencial de expandir ainda mais com o modelo de franquia. “Investir no franchising não foi uma ideia tirada do nada. Contei com a ajuda de uma consultoria para replicar o negócio estruturado que já tínhamos para ajudar a população que buscava profissionalização ou geração de renda”, afirma.

Com as franquias, a Sigbol expandiu para o interior de SP e demais cidades. No início, existia apenas um modelo único de franquia, com investimento de R$ 125 mil e aplicado em grandes centros e capitais. “Só que recebíamos muitas demandas de cidades menores. E identificamos a necessidade de se reinventar novamente. Foi assim que criamos o modelo Smart, com investimento de R$ 85 mil e uma estrutura mais compacta para cidades com mais de 150 mil habitantes”, afirma.

E no ano passado, foi lançado o modelo Basic com o intuito de oferecer uma estrutura adaptada para municípios acima de 50 mil habitantes e com investimento inicial de R$ 27 mil.

Os próximos passos

A nova aposta da Sigbol é a diversidade de curso, atualmente em 57 opções. “Vão desde corte costura básico até sob medida, passando por diversas especialidades na confecção, como roupa íntima e moda pet. Nosso objetivo é lançar um novo curso por um ano”, conta o CEO .

Uma das mais recentes mudanças promovidas pela rede é a produção de seu novo material didático. A ideia, além de atualizar o conteúdo técnico, é inserir cores nos livros.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos