Silvia Abravanel ganha indenização de R$ 27 mil em processo por ataque de cachorro

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A apresentadora Silvia Abravanel ganhou na Justiça um processo que movia contra uma vizinha por causa de um ataque contra Paçoca, o Lulu da Pomerânia de sua filha. O animal estava em frente à casa de Silvia quando Zoy, da raça Akita, escapou quando passeava com sua dona, Cristiane Karabachian Athanassopoulos. As indenizações estipuladas pelo juiz Caramuru Afonso Francisco, da 18ª Vara Cível, foram pelos gastos que a apresentadora teve com o veterinário (R$ 21.914,14) e por danos morais (R$ 5 mil). A sentença é do último dia 27.

O caso ocorreu em agosto de 2019. Paçoca sofreu vários ferimentos e teve que ser internado. Silvia contou à Justiça que, na ocasião, estava se recuperando de uma cirurgia no pé e, ao ouvir os gritos de sua filha, que brincava com o cachorro, correu para ver o que estava acontecendo. Isso, de acordo com a apresentadora, prejudicou muito o seu restabelecimento.

Já Cristiane alegou que sua cadela não teve responsabilidade no que aconteceu porque Paçoca, ao vê-lo, "passou a latir descontroladamente, chamando sua atenção". Ela disse ainda que "provocada pela investida do rabugento Paçoca, que passou a atacá-la, Zoy defendeu-se". Cristiane afirmou ainda que o cachorro da filha de Silvia "apesar de pequeno, é um cão bravo e agressivo, que late o tempo todo. Ao contrário da cadela Zoy, que é dócil".

Em sua sentença, Caramuru Afonso destacou que "há evidente culpa", já que quem leva um cachorro para passear "deve tomar as devidas cautelas para que não ataque outros seres, sejam animais ou humanos". "Por isso, deve o proprietário sempre levar o animal com coleira e, em certos casos, até com focinheira", escreveu o juiz.

Com relação à afirmação de Cristiane de que Paçoca é um cão "bravo e agressivo" e estar solto na rua, o magistrado afirmou que "não há norma que proíba as pessoas de permitir que seus animais saiam na rua ou estejam à frente de suas residências e, pelas circunstâncias do caso, não há que se falar que estivesse o animal deixado ao léu, tanto que tanto a filha da autora quanto a autora estavam próximas do animal".

Caramuru citou ainda que "além do mais, não há qualquer notícia de que o animal da autora tenha causado qualquer lesão seja ao outro cachorro, seja à requerida, mas, bem ao contrário, a demonstrar que o animal bravio não era o da requerente, mas, sim, o da requerida".

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