Silvia Buarque revela luta contra câncer e depressão e conta como é ser filha de Chico Buarque e Marieta Severo

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Quem vê os olhos tristes de Silvia Buarque em “Homem onça” pode achar que aquela melancolia toda diz respeito apenas às agonias de um Brasil retratado no filme, protagonizado pelo ex-marido da atriz, Chico Diaz. Mas havia bem mais por trás da desolação estampada em seu rosto. Silvia e Chico estavam se separando enquanto rodavam o filme de Vinicius Reis, que estreia no Canal Brasil no dia 7 de outubro.

Não que o sofrimento de um rompimento fosse novidade na vida da atriz, que emendou três casamentos, dos 19 aos atuais 52 anos. Mas, desta vez, incluía uma filha, Irene, de 15 anos, e a mudança de Chico para Portugal. Ele partiu, ela ficou. Agora, Silvia trabalha na “reinvenção” de si mesma. Em meio à reconstrução, experimenta papéis incomuns em sua trajetória. Vai encarnar uma periguete cambalacheira no road movie “Mais pesado do que o céu”, de Petrus Cariry, que roda em novembro. Também está no elenco do inédito “Escravos de Jó”, de Rosemberg Cariry.

Você construiu uma carreira alternativa, fora do mainstream. Foi uma escolha?

Fiz duas peças infantis e logo fui para a TV. Primeiro, a Manchete e depois, a Globo. Dos 18 aos 23 anos só fiz TV. Nos anos 1990, me apaixonei pelo teatro de encenador. A princípio, foi uma escolha minha pelo teatro. Depois, a falta de convite para a TV. O salário e a visibilidade da TV me fazem falta. Não me faz falta nenhuma ser famosa. Pelo contrário, odeio isso. Até porque, muita coisa é por causa dos meus pais.

Foi complicado crescer sendo filha de Chico e Marieta? Que tipo de pais eles eram?

Lembro de andar na rua com a minha mãe e dizerem: "Olha lá, a mulher do Chico Buarque". As meninas mais velhas da escola apontavam para mim rindo. Quem mandava era minha mãe, mais durona. Saí de casa aos 20 e me aproximei mais do meu pai. Ele era solícito, buscava a gente nas noitadas, procurava coisas na enciclopédia. Mas quem organizava nossas vidas era ela.

Em 2017, você desmentiu um câncer após uma nota publicada na imprensa. Teve problemas de saúde? O que aconteceu realmente?

Tive um câncer de mama leve em 2014. Deu para tirar só no local. Fiz radioterapia e, quando terminou, veio a depressão. De 2014 a 2017, oscilei. Passei a tomar remédio para dormir. Quando minha filha ia para a escola, eu capotava até ela voltar. Me ajeitava, disfarçava, achava que ela não percebia. Não tinha ânimo para vencer um dia inteiro. Comecei a gostar da onda do remédio. Levei um tombo no banheiro, me machuquei. Fui a cinco psiquiatras até me acertar no antidepressivo. Não tive forças para assumir tudo isso na época. Agora, estou bem. Tem dois meses que não tomo antidepressivo.

Silvia revela que é "uma sobrevivente de um parto barra pesada" e comenta o que achou do casamento do pai, Chico Buarque: leia na entrevista completa.

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