Simaria já deu pausa na carreira por questões de saúde outras vezes; relembre dificuldades da cantora

Simaria anunciou, na última quinta-feira, que vai dar uma pausa na agenda de shows com Simone por deteminação médica, para "cuidar da saúde". No entanto, essa não é a primeira vez que a cantora interrompe a carreira. A baiana, de 40 anos, já havia ficado longe dos palcos em outras ocasiões por causa de causa de pneumonia gaglionar.

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Na primeira vez que recebeu o diagnóstico, ela e a irmã ainda estavam no começo de carreira, cantando forró. Em entrevista ao canal da apresentadora Ana Hickmann no YouTube, no ano passado, ela contou que parou de cantar por apenas um mês.

Mas, em 2018, quando a dupla já era nacionalmente conhecida e tinha uma agenda de shows extenuante, a doença voltou com mais força. "Eu estava com tuberculose, desidatrada, desnutrida. Ou eu parava ou eu ia morrer", disse Simaria a Ana.

De acordo com o hospital Sírio Libanês, onde Simaria fez parte do tratamento em 2018, a tuberculose ganglionar é uma doença infecciosa, causada pelo "bacilo de Koch", que ataca os gânglios linfáticos, geralmente do pescoço e tórax, podendo aparecer também nas axilas, virilha e a região do abdômen. O tratamento, diz o hospital, é feito com antibióticos e dura, no minimo, seis meses.

Ela ficou cinco meses longe dos palcos na primeira fase do tratamento. Depois, voltou a se apresentar com a irmã, mas, meses depois, precisou parar de novo. Na época, divulgou uma nota oficial com os dizeres: "não é fácil ter que parar mais uma vez. Dei, como sempre, o melhor de mim, mas infelizmente ainda não estou pronta para voltar à estrada, com a agenda de shows."

No canal de Ana Hickmann, ela disse que o que mais escutou, na época do tratamento, foi que "dupla Simone e Simaria iam se separar":

"Quando eu estava internada, eu decidi não usar mais o telefone. 'Ah Simone quer falar contigo'. Se quiser falar comigo, tem que vir aqui. Até as pessoas que ia receber, que não era época de pandemia, eu tinha que ter certeza de que iam me fazer bem. O povo gosta de desfazer as coisas, não quer ver ninguém feliz, não (risos)", disse Simaria, que faz um balanço positivo da parada. "Se não fosse aquilo tudo que eu passei, hoje eu não saberia impor limites, contratado outras pessoas para poder me auxiliar. Não teria evoluído tanto".

Em abril de 2019, no programa "Altas horas", Simaria chegou a dizer que "o dinheiro não vale nada" se não houver saúde.

"Se não cuidar da saúde, pode ter todo dinheiro do mundo, (mas) quando você está na cama do hospital você fala 'eu trocaria todo o dinheiro que guardei até hoje para ter saúde' e o dinheiro não vale nada. Então aprendam a colocar limites nas coisas que não gostam de fazer e vivam a vida com sabedoria porque ela é linda", disse.

Outras dificuldades

Além dos problemas de saúde na vida adulta, Simaria, junto com Simone, sofrem com a dor de nunca terem conseguido achar o corpo do pai, garimpeiro enterrado como indigente porque a família não tinha como pagar pelo sepultamento. Em 2017, no programa "Conversa com Bial", ela falou sobre o assunto, bastante emocionada.

"Íamos com ele pro garimpo, a gente via gente morta pelo chão, as coisas ruins. Ele estava lá buscando uma pedra preciosa para dar uma vida melhor para a família. Ele foi enterrado como indigente e está muito complicado achar o corpo. Choveu muito, a enxurrada levou as covas, tem que exumar, é todo um processo. Quando ele morreu eu ia fazer 11 anos, era louca por ele. Fui dormir e via ele deitado do meu lado, como se estivesse me olhando. Eu disse: 'quando eu fizer sucesso, pode custar o dinheiro que for, eu venho te tirar desse lugar'. Eu prometi, disse para ele que ia buscá-lo", disse a cantora, aos prantos.

Foi ela a primeira a ver o pai morto, como disse em entrevista à rádio "FM O Dia": “Ele foi tomar banho. Minha mãe chamou. Quando minha mãe chamava, ele respondia logo. E a gente era louca nele. Ele era incrível. Ele não respondeu. A casa era de madeira, quando olhei pelas frestas, vi ele deitado no chão, lembro até hoje, com a água caindo nos pés.”

Até hoje, elas não conseguiram encontrar o corpo.

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