Tebet critica “sevidão” de Aras a Bolsonaro: ''matou investigação"

A senadora acusa Aras de comprometer a atuação do órgão e impedir o papel de fiscalização ao evitar investigações contra o presidente Jair Bolsonaro - Foto: Reuters/Carla Carniel
A senadora acusa Aras de comprometer a atuação do órgão e impedir o papel de fiscalização ao evitar investigações contra o presidente Jair Bolsonaro - Foto: Reuters/Carla Carniel

A candidata à Presidência Simone Tebet (MDB) criticou a subserviência do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, ao presidente Jair Bolsonaro. Segundo a emedebista, por não ter sido escolhido a partir da lista tríplice, Aras acha que deve “servidão” ao Executivo.

“Eu assumi um compromisso porque vemos, no caso concreto no dia a dia, o quanto está fazendo falta essa independência de não ter um procurador geral que veio realmente de uma lista, votado pela instituição, e que hoje, por ter sido escolhido por livre nomeação do presidente da república, acha que deve subserviência, acha que deve servidão ao Presidente da República”, afirmou Tebet após reunião com o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Ubiratan Cazetta, em Brasília, nesta terça-feira.

Ignorando a lista tríplice elaborada pela instituição, o presidente da República já indicou Aras para a Procuradoria por dois mandatos. O que, segundo representantes da categoria, fragiliza o Ministério Público.

A senadora acusa o PGR de comprometer a atuação do órgão e impedir o papel de fiscalização ao evitar investigações contra o atual governo.

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“Matou a investigação de um grande escândalo de corrupção dentro da compra de vacinas, senta em cima de processos de denúncias. Quando você não tem a grande perna da sociedade que é aquela como órgão de fiscalização e controle, você tem uma desarmonia e a democracia é prejudicada”, afirmou a candidata que já havia se comprometido a respeitar a lista tríplice na escola do novo PGR, caso seja eleita.

“Lista tríplice vai ser, no meu governo, cumprida, atendida. É um direito do Ministério Público, de preferência constitucionalizado, para não ter problema”, ressaltou.