Simone Tebet defende armas apenas “na mão da polícia”

Candidata também defendeu o uso de tecnologia e inteligência para “diminuir a questão de roubos e furtos no Brasil” (REUTERS/Adriano Machado)
Candidata também defendeu o uso de tecnologia e inteligência para “diminuir a questão de roubos e furtos no Brasil”

(REUTERS/Adriano Machado)

  • Simone Tebet defende que lugar de arma é "na mão da polícia";

  • Candidata à Presidência é contra a flexibilização do acesso às armas aos cidadãos comuns;

  • Em ocasiões passadas, prometeu 'revogaço' dos decretos do governo Jair Bolsonaro.

A candidata à Presidência pelo MDB, Simone Tebet, defendeu que armas devem ser usadas somente pelas forças de segurança, em crítica à flexibilização do porte aos cidadãos comuns. Ela esteve, terça-feira (20), no Centro de Operações e Inteligência da Guarda Municipal, em Indaiatuba, interior de São Paulo.

“Quem tem que fazer segurança no Brasil é o estado brasileiro. Arma é na mão da polícia. A polícia prende e a Justiça julga. O cidadão comum tem que ser protegido, e casos excepcionais já têm, pela legislação, o direito à comercialização ao porte e à posse de arma. Mas isso é apenas a exceção e tem que continuar assim”, argumentou.

Durante a visita, Tebet prometeu a criação de um Ministério de Segurança Pública e o uso de tecnologia e inteligência para “diminuir a questão de roubos e furtos no Brasil”. O objetivo é prevenir a ocorrência dos crimes, já que é difícil recuperar bens roubados ou furtados.

Em ocasiões passadas, a atual senadora falou em um “revogaço” dos decretos do governo de Jair Bolsonaro (PL) que flexibilizaram o acesso às armas de fogo no país. "A maior parte das drogas e armas não é fabricada pelos grandes centros, elas vêm do meu Estado (o Mato Grosso do Sul), vêm das fronteiras. E já adianto que a gente tem falado em um 'revogaço' dos decretos do presidente sobre armas", disse Simone.

Em junho deste ano, o número de armas de fogo nas mãos dos CACs (caçadores, atiradores e colecionadores) chegou a 1 milhão. O crescimento foi de 187% em relação a 2018, antes do atual governo. São 1.006.725 armas até junho deste ano com CACs, contra 350.683 em 2018. Esse novo quantitativo está nas mãos de 673.818 CACs.

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