Simone Tebet diz que não pode exigir palanque único do PSDB

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Em entrevista ao GLOBO, a senadora e pré-candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet (MS), disse neste sábado que, mesmo após a aliança de seu partido com o PSDB e o Cidadania, não considera possível ter palanques únicos nos estados durante a campanha. Segundo ela, esta eleição será mais de "trajetória" do que de alianças regionais.

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— Não tem como exigir do PSDB palanque único em qualquer lugar — disse Tebet.

A declaração vem depois de um longo processo de negociação e cobranças do PSDB pela retirada de candidaturas do MDB em estados-chave, como o Rio Grande do Sul. Os dois partidos ainda enfrentam resistências de lideranças regionais, e Tebet indica que, como cabeça de chapa, não exigirá apoio irrestrito de aliados nos estados.

— Sao três partidos constituídos, e da excelência do Cidadania MDB e PSDB. São coesos. Vamos ter tempo de rádio e TV para falar com o Brasil. Esta eleição não é de palanque. É de trajetória, de forças diversas que estarão somando para a opinião do eleitor — disse a senadora, acrescentando. —Ninguém vai me fechar as portas. Não preciso de porta escancarada. Preciso de porta entreaberta.

Palanques duplos, segundo a pré-candidata, são naturais. O que mais importa, diz Simone, é uma "candidatura não polarizada", independentemente das forças políticas de cada estado estarem a apoiando ou não durante todo o primeiro turno. A senadora também enfatizou que, com a campanha na internet, o próprio conceito de palanque se modificou, e as eleição não estão mais "nas praças públicas".

— O eleitor está preocupado com ganha-pão, mas também está preocupado com o futuro. A expectativa que temos é que as pessoas vão olhar com força para o processo eleitoral de 2022 e vão entender que esta é a eleição mais importante desde a redemocratização.

Mesmo assim, a senadora diz que vai buscar ter mais apoio nos estados:

— Não estou diminuindo os palanques regionais, são fundamentais, importantes, mas não necessariamente precisa ter palanque no estado para ter visibilidade e apoio. Eles ajudam, vamos correr atrás, mas hoje você tem outra forma de reverberar sua voz.

Sobre a pré-candidatura de Luciano Bivar (União Brasil), Simone diz reconhecer seu papel e o elogia por ter ajudado a "iniciar o movimento de centro". No entanto, ela ainda nutre esperanças de ter o apoio dele.

— Em determinado momento, (Bivar) achou que tinha que romper. Nada impede que, lá na frente, estejamos conversando, sentando. É um processo de construção. Politica é feita de narrativas. Discussões, pré-candidatura servem para isso. O diálogo nunca foi rompido.

Especificamente sobre o PSDB, Tebet afirma ter conseguido "90%" do partido e que resistências como a de líderes mineiros, como Aécio Neves, "precisam ser respeitadas".

WhatsApp com Ciro

Ao GLOBO, Simone afirmou que sua plataforma política para 2022 representa uma "continuidade" do governo do ex-presidente Michel Temer, mas de uma forma específica:

— Não no conteúdo, mas na linha de raciocínio, na medida em que o governo Temer foi de reformas. Nossa economia é liberal, mas não o neoliberalismo do governo atual. Somos progressista na pauta de costumes. Não digo que será continuidade (do governo Temer), mas a base não é distinta. Votei nova reforma do ensino médio, previdência, teto de gastos.

Sobre Ciro Gomes (PDT), outro candidato da terceira via, Tebet revelou trocar mensagens com ele por celular e não excluiu eventuais negociações futuras:

— Eu troco mensagem com o Ciro às vezes por WhatsApp. Tenho ele na mais alta conta. Acho que a recíproca é verdadeira. Temos portas abertas para dialogar, mas no seu devido tempo. Agora é hora de estruturar a campanha.

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