Simone Tebet errou dados sobre tráfico e mulheres na política em entrevista ao G1

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Simone Tebet em entrevista com Renata Lo Prete para o G1, em 20 de junho de 2022 (Foto: Internet/Reprodução)
Simone Tebet em entrevista com Renata Lo Prete para o G1, em 20 de junho de 2022 (Foto: Internet/Reprodução)
  • Pré-candidata à Presidência Simone Tebet participou de entrevista realizada pelo G1 na última segunda-feira (20)

  • Tebet tratou de temas como a Petrobras, políticas de distribuição de renda e violência contra as mulheres

  • A pré-candidata errou ao falar sobre tráfico de drogas, presença de mulheres na política e sobre suas taxas de conhecimento e de rejeição entre o eleitorado

Na última segunda-feira (20), a advogada, professora e senadora Simone Tebet (MDB) participou de entrevista ao G1, como parte de uma série especial com os pré-candidatos à Presidência.

O pré-candidato Ciro Gomes (PDT) foi o primeiro entrevistado, suas afirmações também foram verificadas pela reportagem do Yahoo! Notícias. O pré-candidato André Janones (Avante), será o próximo a participar da rodada, em 11 de julho.

Jair Bolsonaro (PT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foram convidados, mas não confirmaram presença no prazo determinado pela organização.

Confira a apuração da reportagem do Yahoo! Notícias sobre algumas das afirmações de Simone Tebet.

Simone Tebet e Renata Lo Prete durante entrevista organizada pelo G1, em 20 de junho de 2022 (Foto: Internet/Reprodução)
Simone Tebet e Renata Lo Prete durante entrevista organizada pelo G1, em 20 de junho de 2022 (Foto: Internet/Reprodução)

Tráfico de drogas

"Eu venho de um estado [Mato Grosso do Sul] que é um corredor de passagem porque é vizinho dos maiores produtores de maconha e de cocaína das Américas, que é o Paraguai e a Bolívia"

Pré-candidata à Presidência, Simone Tebet (MDB), em sabatina em 20 de junho de 2022

O relatório mundial de drogas da UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime) de 2021, estimou que o Paraguai é o maior produtor de maconha da América do Sul, mas não das Américas.

Tal estimativa é feita a partir de indicadores dois tipos de indicadores:

  1. Diretos – como o cultivo de maconha

  2. Indiretos – como a apreensão de maconha

Nesse sentido, o relatório informou que no período de 2010 a 2019, a América do Norte foi a maior produtora. Os seguintes países tiveram, respectivamente, as maiores áreas de cultivo de cannabis nas Américas:

  1. América do Norte: México, Estados Unidos e Canadá

  2. América do Sul: Paraguai, Brasil e Colômbia

  3. América Central: Guatemala, Costa Rica e Honduras

  4. Caribe: Jamaica e Trinidad e Tobago

Já em relação à apreensão da planta, os países com maiores índices foram Estados Unidos, seguido do Paraguai e da Colômbia. Tais indicadores demonstram, portanto, que o Paraguai não está colocado como o maior produtor de maconha das Américas.

Mulheres na Política

"Nós temos apenas 15% de mulheres na política [no Brasil]"

Pré-candidata à Presidência, Simone Tebet (MDB), em sabatina em 20 de junho de 2022

A informação citada é imprecisa. De acordo com dados do Observatório Nacional da Mulher na Política da Câmara de Deputados, há 15% de mulheres na Câmara de Deputados. No Senado Federal, a taxa é de 12%.

De acordo com o observatório, nas últimas eleições municipais, ocorridas em 2020, foram eleitas 12% de mulheres prefeitas e 16% de vereadoras, com um total de 15,7%, contando com as vice-prefeitas.

Taxa de rejeição

"Sou a [candidata] mais desconhecida e a que tem menos rejeição"

Pré-candidata à Presidência, Simone Tebet (MDB), em sabatina em 20 de junho de 2022

A informação é incorreta. De acordo com a pesquisa divulgada pelo Datafolha em 26 de maio, Simone Tebet apresentou uma taxa de rejeição de 9%, assim como André Janones (Avante) e Felipe d'Avila (Novo). Com a menor rejeição, de 8%, apareceram Sofia Manzano (PCB) e Leonardo Péricles (UP).

Já em relação ao índice de conhecimento, Tebet apareceu novamente no mesmo patamar de Felipe D'Avila. Cada um deles é conhecido por 29% dos eleitores. Abaixo, ficaram Luciano Bivar (União Brasil), com 26%, seguido do General Santos Cruz (Podemos), 24%; Pablo Marçal (Pros), 17%; Péricles, 16%; e Manzano, 14%.

As afirmações de Tebet também foram verificadas pelo Fato ou Fake.

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