Tebet vai ao TSE contra uso de Michelle na propaganda eleitoral de Bolsonaro

Tebet foi ao TSE para contestar peça de campanha em que aparece a primeira-dama Michelle Bolsonaro - Foto: AP Photo/Andre Penner
Tebet foi ao TSE para contestar peça de campanha em que aparece a primeira-dama Michelle Bolsonaro - Foto: AP Photo/Andre Penner

A campanha de Simone Tebet (MDB) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo que seja removida de circulação a propaganda eleitoral partidária do presidente Jair Bolsonaro (PL) que é protagonizada pela primeira-dama Michelle Bolsonaro. As informações são CNN Brasil.

Nesta segunda-feira, o espaço de campanha televisiva do atual governante foi utilizado integralmente para uma aparição da esposa dele. No vídeo, Michelle se direciona às mulheres sertanejas e fala sobre a transposição do Rio São Francisco.

Na ação, a equipe da senadora alega que a gravação é irregular segundo as regras de utilização do espaço para apoiadores.

“Ocorre que, dos programas da propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão, tanto em bloco quanto em inserções, os apoiadores só ‘poderão dispor de até 25% do tempo de cada programa ou inserção”, disse Tebet. Segundo o texto, Michelle teria extrapolado o limite de tempo.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Tebet ainda afirma, no pedido, não haver dúvidas de que Michelle “constitui-se apoiadora do seu marido e não como apresentadora ou interlocutora, e tem potencial de propiciar benefícios eleitorais à candidata, ao candidato, ao partido, à federação ou à coligação” que veicula a propaganda.

Desde o início da campanha, Michelle faz aparições e discursos ao lado do marido que busca se aproximar do eleitorado feminino. Na propaganda desta terça, a primeira-dama se direciona "às mulheres do sertão” para falar sobre a finalização das obras que levam água do Rio São Francisco para municípios nordestinos onde há problemas de escassez hídrica. A obra tem sido fortemente utilizada pelo governante na campanha de reeleição, apesar de Bolsonaro ter recebido 90% da estrutura de governos anteriores.