Simples e discreto, Tchê Tchê cresce junto com o São Paulo de Diniz

Alexandre Guariglia
Tchê Tchê tem se tornado cada vez mais essencial no São Paulo de Fernando Diniz (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)


Se o São Paulo não tem conseguido os resultados nos últimos jogos, é inegável que o time melhorou em relação à temporada passada. Com mais tempo de trabalho e mais entrosamento entre os jogadores titulares, o estilo de Fernando Diniz tem sido colocado em prática e um padrão pode ser visto em campo. Quem cresceu com tudo isso foi Tchê Tchê que, apesar do perfil discreto, torna-se cada vez mais essencial no onze inicial do Tricolor.

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Cercado por nomes como Daniel Alves, Hernanes, Pablo e Pato, Tchê Tchê talvez não seja o protagonista, porém é um dos homens de confiança de Diniz, desde a época de Osasco Audax. Na temporada passada, o meio-campista não foi mal e teve como característica a regularidade, no entanto não conseguiu atingir um desempenho como nos tempos de Palmeiras.

A partir da chegada de Diniz, isso foi se tornando diferente aos poucos e ficou evidente neste início de 2020. Uma mudança de posicionamento também influenciou nisso tudo. Tchê Tchê virou, de fato, o jogador mais focado na marcação, como primeiro volante, fazendo a saída de bola. Além disso, tem Daniel Alves atuando mais próximo, com quem divide o início das jogadas.






São eles os líderes de passes certos do elenco são-paulino no Paulistão-2020. Segundo o Footstats, Tchê Tchê tem média de 72,2 passes certos por jogo e Daniel Alves 77,7. O camisa 8, porém, tem a maior eficiência nos passes, já que acerta 96,7% do que tenta. Ele, em seis rodadas, errou apenas 15 passes na competição. Se pensarmos na função que exerce, é um número baixíssimo.

Discreto, às vezes imperceptível aos olhos do torcedor, Tchê Tchê é elemento fundamental para fazer a engrenagem funcionar e tem participado ativamente do início de muitos lances construídos pelo ataque do São Paulo. Apesar de reconhecer sua importância nesses lances, ele acredita que sua maior contribuição é nas tarefas mais básicas da partida.

- Sobre estar nos principais lances, eu sou um cara que estou longe de ser um craque, ou algo do tipo, então minha maior força é estar sempre ligado, dando dinâmica, as coisas simples do jogo são as que me fazem ter importância para o time - disse o volante em entrevista para a TV oficial do clube.

Difícil hoje imaginar um meio-campo do Tricolor sem Tchê Tchê, tal qual era difícil ver o Palmeiras do Brasileirão-2016 sem o mesmo jogador. A tendência é que o crescimento do time evidencie cada vez mais a importância do volante para essa melhora gradativa que, no fundo, só não foi chancelada pela falta de gols e erros de arbitragem. Uma vez que isso aconteça, as consequências serão benéficas para todos os lados: jogador, técnico, time e torcida.

Neste sábado, São Paulo e Tchê Tchê terão essa oportunidade no duelo com o Oeste, às 16h30, na Arena Barueri, pela sétima rodada da fase de grupos do Paulistão-2020. Com nove pontos, o Tricolor ocupa a terceira posição no Grupo C da competição, atrás de Mirassol e Inter de Limeira.