Sinais de alerta sobre rede social de Trump se multiplicam

Sinais preocupantes sobre a saúde financeira e as perspectivas da rede social de Donald Trump, Truth Social, multiplicam-se, seis meses após o lançamento da plataforma, cujo tráfego é modesto.

A rede Fox Business reportou nesta quinta-feira que a empresa havia interrompido os pagamentos ao seu provedor, RightForge, e acumulava uma conta de US$ 1,6 milhão. Nem a Trump Media & Technology Group (TMTG), empresa controladora da Truth Social, nem o RightForge fizeram comentários junto à AFP.

Por outro lado, a fusão da matriz com a Digital World Acquisition Corp (DWAC) , que deveria lhe permitir dispor de recursos novos, ainda não se concretizou, 10 meses após ser anunciada. A DWAC publicou hoje uma convocação para uma assembleia geral extraordinária em 6 de setembro, na qual os acionistas terão o prazo de 8 de setembro de 2023 para concluir a fusão. Caso faltem votos a favor, a empresa "seria forçada à dissolução".

A fusão injetaria cerca de US$ 1,25 bilhão na TMTG, embora alguns investidores ainda possam sair do acordo e reduzir esse valor. Segundo as demonstrações financeiras divulgadas nesta semana, a DWAC dispunha no fim de junho de US$ 3.000 em espécie disponíveis, com o montante arrecadado na bolsa bloqueado à espera da fusão.

A DWAC enfrenta uma investigação das autoridades federais americanas, que apresentaram provas a um grande júri ante um possível processo criminal. A empresa também é questionada pelo regulador do mercado de ações americano (SEC).

Lançada em fevereiro, a Truth Social busca se tornar uma alternativa às grandes redes sociais, em particular o Twitter, que suspendeu a conta de Donald Trump em janeiro de 2021. Mas seis meses após a sua estreia, a plataforma está em 30º lugar nos downloads de aplicativos para o iPhone, divulgada pela empresa Apple.

A conta do ex-presidente na Truth Social tem 3,91 milhões de seguidores, bem menos do que sua conta no Twitter, que tinha 79,5 milhões quando foi suspensa.

A cotação da DWAC caiu 2,42% hoje em Wall Street e o valor do papel despencou 71% em relação à máxima deste ano, registrada no começo de março.

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