3 sinais de que o Brasil vai voltar à recessão

O impacto do novo coronavírus nas atividades econômicas levará a um colapso que poderá ser a pior recessão global em anos. As estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) são de uma diminuição de 3%, em média, das atividades econômicas em todo o planeta.

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No Brasil, as previsões são de uma retração de cerca de 7% - o PIB brasileiro não se retrai desde 2016, quando a economia caiu 3,3%. Que sinais indicam que estamos entrando em uma recessão?

1. Queda no PIB

No relatório "A economia nos tempos da Covid-19", publicado pelo Banco Mundial em abril, a estimativa de retração do PIB brasileiro para 2020 é de 5%. A entidade ainda fez previsões para o PIB do Brasil em 2021 e 2022, que pode ser de 1,5% e 2,3%, respectivamente.

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"Quarentena, paralisações e distanciamento social são fundamentais para diminuir a transmissão, dando tempo ao sistema de saúde para lidar com o aumento da demanda por seus serviços e ganhando tempo para os pesquisadores tentarem desenvolver tratamentos e vacina. Essas medidas podem ajudar a evitar uma queda ainda mais grave e prolongada na atividade e preparar o cenário para a recuperação econômica."

2. Crise política

Analistas do Citi, maior empresa de serviços financeiros do mundo, preveem que se o Brasil passar por uma crise política a atual recessão poderá ser ainda mais longa e profunda. O relatório publicado pela companhia afirma que o governo pode implementar uma política fiscal mais flexível a médio prazo e diz que as acusações do ex-Ministro da Justiça Sérgio Moro podem alimentar um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

“Se o Brasil passar por uma crise política, a atual recessão poderá ser ainda mais longa e profunda em meio a uma moeda mais fraca e um ambiente de inflação e taxas de juros mais altas", explicam Leonardo Porto e Paulo Lopes, no relatório do Citi.

3. Desemprego

O primeiro trimestre terminou com 12,2% de desemprego no Brasil, somando 1,2 milhão de pessoas ao grupo dos sem trabalho. Os números ainda não levam em conta o impacto da crise do coronavírus na economia e o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar, prevê que a taxa de desemprego no país pode até dobrar nos próximos meses.

“Nós só vamos saber qual o tamanho do estrago do coronavírus no Brasil nos meses de julho e agosto.”

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