SindHosp assina manifesto pela democracia após adesão da Fiesp e Febraban

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O SindHosp (Sindicato dos Hospitais de São Paulo) vai assinar o manifesto em defesa da democracia organizado por entidades empresarias, sendo as principais delas a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Febraran (Federação Brasileira de Bancos).

Intitulado "Em Defesa da Democracia e da Justiça", o texto deve ser publicado no dia 11 de agosto nos principais jornais do país. Seu conteúdo ainda está sendo revisado e as entidades estão colhendo assinaturas para o documento, que terá como signatárias organizações da sociedade civil.

O SindHosp, que representa 51 mil empresas privadas do setor da saúde, diz que "apoiará todas as ações e iniciativas em defesa da democracia".

"Transparência e Estado de Direito são fundamentais para as entregas na saúde baseadas em um mercado livre, fundamentado na ciência e na solidariedade humana", afirma o presidente do sindicato, o médico Francisco Balestrin.

A expectativa é que o documento tenha cinco parágrafos e seja escrito em um tom mais ameno que a "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito" —este último, organizado por ex-alunos do curso de direito da USP.

Os dois manifestos serão lidos em cerimônias no dia 11 de agosto, no largo de São Francisco, onde fica a Faculdade de Direito da USP.

Um deles deve reunir empresários e representantes da sociedade, às 10h, no Salão Nobre, quando será lido o manifesto das entidades empresariais e associações. No outro, às 11h30, será feita a leitura do outro documento no pátio da faculdade.

Na "Carta às brasileiras e aos brasileiros", empresários, banqueiros, juristas e outros representantes da sociedade reafirmam a confiança no sistema eleitoral, em meio à escalada dos ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Entre os signatários estão o economista e ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, o ex-presidente do Itaú Candido Botelho Bracher, o ex-presidente do Conselho de Administração do BB José Guimarães Monforte e o ex-presidente do Credit Suisse no Brasil José Olympio Pereira.

Também assinam o documento os ex-ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa e Nelson Jobim, além de banqueiros como Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles.

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