Sindicato de bares e restaurantes do Rio vê como 'positiva' as mudanças nas restrições impostas por Paes

Waleska Borges
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RIO — O presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), Fernando Blower, considerou positiva as mudanças nas medidas restritivas da prefeitura do Rio para tentar combater à Covid-19. Ele lembra que, na semana passada, quando houve o fechamento de bares e restaurantes às 17h, um terço dos 500 associados do SindRio não tiveram receita para pagar seus funcionários.

Uma semana após decretar o fechamento de bares e restaurantes às 17h para conter a pandemia de Covid-19, Paes ampliou o horário de funcionamento desses estabelecimentos para 21h, que vai durar no período de 12 a 22 de março. A decisão ocorre dias após a prefeitura brigar e conseguir na Justiça uma liminar que obrigasse os estabelecimentos a respeitarem o horário de fechamento às 17h.

— É preciso haver um equilíbrio entre a proteção da saúde da população e a proteção dos empregos. Desde março do ano passado, um quarto de 11 mil estabelecimentos do setor fechou as portas — avalia Blower.

Saiba Mais:

Na última sexta-feira, primeiro dia que o decreto entrou em vigor, os estabelecimentos conseguiram uma liminar na Justiça que permitia o funcionamento até as 20h. No decreto desta quinta-feira há outra liberação, a de serviços nas praias, incluindo ambulantes fixos e itinerantes, até as 17h, o que estava proibido no último decreto. Gerente de operações da Casa Camolese, no Jockey do Rio, Danni Camilo, acredita que, na última semana, houve uma falta de diálogo entre a prefeitura e representantes do setor que foram pegos de surpresa.

— Não somos contra medidas restritivas, mas há uma necessidade de alinhamento entre o retrato da saúde pública e os estabelecimentos — opina Camilo.