Sindicato da Educação aciona Justiça para impedir funcionamento das escolas municipais do Rio

Camilla Pontes
Aulas foram suspensas, mas prefeitura vai manter escolas abertas para o almoço

O Sindicato Estadual de Profissionais da Educação do RJ (Sepe-RJ) entrou com uma ação civil pública, neste domingo, no Plantão Judiciário para garantir a não abertura das escolas municipais e a liberação de todos os funcionários administrativos e de apoio a partir desta segunda-feira. O objetivo é evitar o contágio pelo novo coronarírus (Covid-19).

Na sexta-feira, o prefeito Marcelo Crivella decidiu suspender as aulas, mas decidiu manter os refeitórios abertos para o almoço, das 11h até as 13h. O programa de reforço escolar "Sábados Cariocas" também está mantido até o momento.

A equipe jurídica do sindicato aguarda para despachar com a juíza de plantão, Gracia Cristina Moreira do Rosário, que vai atender pelo telefone, uma medida de precaução estipulada pelo Tribunal de Justiça do Rio, para evitar a contaminação pelo vírus.

A entidade defende que "o método do distanciamento social é o mais eficaz, até o momento, para buscar evitar o crescimento do número de doentes, e por consequência, o colapso do sistema de saúde", diz a ação.

— Manter as escolas abertas expõe os profissionais e as crianças. Tem uma série de procedimentos que podem atender a carência alimentar das crianças. A prefeitura pode doar essa alimentação diretamente para os pais, por exemplo. Essa postura foi injusta porque libera os professores, mas os funcionários que recebem salários menores ficam expostos. O prefeito quer fazer populismo, quer voto na reeleição — comentou José Eduardo Braunschweiger, advogado do Sepe-RJ.